Sete hábitos da gestante que prejudicam o bebê

 

Obesidade da mãe

 

Não é exagero dos médicos dizer que você precisa estar dentro do índice de massa corpórea (IMC) ideal para engravidar. Mães acima do peso têm muito mais chances de desenvolver problemas na gestação, como o diabetes gestacional. Como consequência, o bebê acaba nascendo maior do que o considerado normal, o que pode causar diversos problemas. “O maior deles é a hipoglicemia: esse bebê está acostumado a produzir um volume maior do que o necessário de insulina, pois na barriga da mãe tinha acesso a uma quantidade maior de carboidratos”, explica o ginecologista Fábio Rosito, especialista em Ginecologia e Obstetrícia do laboratório SalomãoZoppi Diagnósticos. “Isso atrasa o início da amamentação, pois ele precisará de leite especial, ofertado na mamadeira, que é mais fácil de absorver, mas pode causar rejeição ao peito – se esse quadro de baixa de glicose for muito severo, pode trazer consequências como convulsões”, descreve.

 

Para a ginecologista Rosiane Mattar, professora livre docente do departamento de obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e presidente da Comissão de Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), isso pode levar a uma maior chance de síndrome metabólica no futuro dessa criança, problema associado à obesidade, diabetes e outras doenças. Além disso, mudar os hábitos alimentares antes ou durante a gravidez ajuda você a transmitir um exemplo melhor para seu filho.

 

Desnutrição também faz mal!

 

Porém, se comer demais é um problema, comer “de menos” é pior ainda. “Algumas pesquisas demonstram que não apenas a carência de nutrientes pode prejudicar o feto, mas também altas doses de vitaminas e minerais estão relacionadas a alterações durante a vida intrauterina e após o nascimento”, expõe a nutricionista Isabel Jereissati, especialista em nutrição materno-fetal. Normalmente, a mãe sente essa desnutrição antes da criança, podendo ter o ossos fracos se não ingerir a quantidade certa de cálcio para si mesma e a formação do bebê, por exemplo.

Diversos estudos ligam a deficiência de nutrientes a diversos problemas cognitivos. Por exemplo, um estudo publicado em junho de 2013 no jornal científico britânico The Lancetdemonstrou que a redução de iodo na dieta da gestante gerava crianças que tinham resultados piores em exames de QI aos 8 anos de idade. “Provavelmente isso se explica devido ao hipotireoidismo. Sabemos que as crianças que nascem com esse quadro de forma severa tem bastante redução no QI”, contextualiza Rosito.

 

Não cuidar bem dos dentes

 

Quem diria, mas até a forma como você cuida dos seus dentes interfere no desenvolvimento do seu bebê. Um estudo feito na cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo, em 2011, com 327 gestantes, demonstrou que as que apresentavam graves problemas dentários tinham mais chances de ter parto prematuro e bebês abaixo do peso ideal. “Isso ocorre porque as infecções dentárias são causadas por bactérias, e o organismo da gestante e de seu feto é mais sensível a elas, caso elas se espalhem pelo corpo”, explica Rosiane Mattar.

“Para os bebês terem esse tipo de problema é preciso uma infecção extrema, mesmo assim, é importante que a grávida tenha um cuidado especial e não deixe de ir ao dentista”, considera Rosito. “Até porque, é mais comum que as grávidas tenham mais problemas dentários, já que o cálcio que compõe os dentes acaba sendo redirecionado para o bebê em formação no útero”.

 

Uso de analgésicos

 

Medicamentos para reduzir a dor também podem ser bem perigosos na gestação. “Na gravidez tendemos a não indicar quaisquer tipos de medicamentos. No caso dos analgésicos, alguns com efeito anti-inflamatório provocam maior incidência de alterações cardíacas na criança, o ideal é não tomar até as 12 semanas de gestação e depois só se o benefício for imprescindível”, comenta a ginecologista Rosiane. Isso faz com que as melhores opções para esses casos sejam os remédios à base de dipirona e paracetamol. Mas o ideal é, antes de se alto medicar, conversar com seu ginecologista.

 

Situações de estresse

 

Dizem que tudo que a mãe sente, o bebê consegue perceber também. De acordo com uma pesquisa realizada em 2012, divulgada na conferência American Thoracic Society, realizada em Toronto (Canadá), quando a mãe está sob estresse, caem as barreiras maternas para doenças, o que resulta em maior exposição do feto a doenças. Não se sabe ainda quais são as consequências disso para o bebê a longo prazo, apenas que evitar o estresse é uma medida importante. “Não só na gravidez, o estresse é danoso para todas as pessoas quando se torna algo crônico”, lembra Fábio Rosito.

 

Bebida alcoólica

 

Beber e estar grávida são duas situações que não combinam. Isso pode inclusive prejudicar o bebê, quando feito em grandes quantidades. “Existe um problema chamado de síndrome alcoólico fetal, em que o excesso desse nutriente acarreta em uma má formação da face da criança”, conta Rosiane Mattar. O álcool também pode ser metabolizado e atravessar a barreira placentária. Como o fígado do bebê não está preparado para esse tipo de processo, isso acaba prejudicando sua formação, e trazendo mais problemas. Porém, Rosito aponta que o exagero é muito mais nocivo, até porque normalmente mulheres vítimas do alcoolismo também são bem desnutridas, e isso traz diversos malefícios para a criança também.

 

Tabagismo

 

Por último, mais conhecido, mas não menos importante, está o cigarro. Eis um hábito que traz diversos malefícios para a formação do feto. É muito comum que filhos de fumantes nasçam abaixo do peso. “Isso acarreta em um maior risco de complicações perinatais, como infecções, síndromes respiratórias. Essas crianças ficam mais suscetíveis a doenças”, comenta Rosito. A culpa disso é do estreitamento dos vasos sanguíneos ocasionados pelo cigarro, que faz com que menos nutrientes cheguem ao feto. Além disso, vale lembrar que enquanto a mãe fumante escolhe colocar dentro de seu organismo as substâncias nocivas do cigarro, o bebê não tem poder de decisão: quando a mãe fuma, ele automaticamente recebe essas toxinas através do sangue dela.

 

Fonte: Minha Vida (UOL)

 

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