Os perigos do salto alto na gravidez

 

 

 

Nos últimos dias, a socialite Kim Kardashian virou notícia nos sites de celebridades. Grávida de sete meses, a socialite não dispensou os sapatos de salto alto com tiras transparentes que, provavelmente, causaram bastante desconforto. Esse tema divide opiniões. “Os especialistas que são a favor do sapato baixo dizem que o desequilíbrio aumenta com o crescimento da barriga, principalmente a partir do quinto mês de gestação”, frisa a fisioterapeuta Mirian Zanetti, do Departamento de Ginecologia da Unifesp e diretora da ABRAFISM (Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher).

 

 

Os perigos do salto alto na gravidez: Esse desequilíbrio ocorre porque alguns hormônios cujas taxas aumentam durante a gestação, como relaxina, estrogênio e progesterona, promovem a frouxidão dos ligamentos. Já que os ligamentos servem para manter as articulações que sustentam o nosso corpo, se eles se afrouxam, as articulações ficam mais frágeis e, consequentemente, suscetíveis a torções. O salto alto provoca mudanças no centro de gravidade do corpo, contribuindo para o desequilíbrio e trazendo riscos para as grávidas, como torções e quedas.

 

 

Além disso, o uso constante de salto alto na gravidez pode ocasionar uma hiperlordose lombar. Isso acontece quando a curvatura da coluna está acentuada, proporcionando dor, desconforto e má postura.

 

 

Se você não abre mão do salto, o ideal é escolher um modelo com até 3 cm de altura, de preferência anabela ou com salto quadrado. Os sapatos que tem a parte de trás fechada são melhores porque dão mais estabilidade.

 

 

Você pode, por exemplo, levar um par de tênis ou sapatos baixos na bolsa e calçá-los depois do trabalho (ou no final da festa). Ou passar para os modelos sem salto a partir das 25 semanas de gestação. Ou ainda abrir mão do salto para fazer as tarefas do dia a dia e reservá-lo para ocasiões especiais.

 

 

Como amenizar o inchaço

O inchaço nas pernas e pés é comum. Isso acontece porque, durante a gravidez, existe um aumento na quantidade de sangue e líquidos no organismo em geral. O sistema circulatório sofre uma alteração e, quando não dá conta, gera o problema. O crescimento do útero, que acompanha o desenvolvimento do bebê e comprime os vasos da região pélvica, também prejudica a circulação.
Segundo Mirian, algumas práticas que propiciam a contração na panturrilha auxiliam a redução do inchaço: “Caminhadas e descer e subir rampas na ponta dos pés são exercícios que ajudam”. Diminuir o sal e ganhar somente o peso ideal para a gestação também são importantes, assim como usar meia calça compressiva e fazer drenagem linfática. Essas últimas opções, no entanto, precisam ser analisadas pelo médico, pois algumas pacientes têm contra-indicações, como insuficiência renal, pressão alta e trombose”, ressalta Mirian.

 

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