Gravidez pode ser estímulo para largar o cigarro

 

Gravidez pode ser estímulo para largar o cigarro: Apesar de muitas mulheres sofrerem para abandonar o vício, benefícios para a gravidez e para o bebê podem ser o incentivo que faltava.

 

 

Esta quinta (29) é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Você provavelmente não precisa que a gente descreva uma lista dos malefícios do cigarro. Podemos resumir dizendo que ele contém mais de 4 mil substâncias nocivas ao corpo humano. Se a longo prazo ele faz mal para gente grande, imagine o estrago que pode causar a um bebê que está se desenvolvendo dentro do útero.

 

 

Sabemos que nenhum tipo de vício é fácil de abandonar. A boa notícia é que entre as mulheres fumantes que engravidam, cerca de metade consegue deixar os cigarros de lado durante a gestação usando apenas a força de vontade. Segundo Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do INCOR (SP), a gravidez é uma ótima oportunidade para tornar-se uma ex-fumante. “É um ambiente que estimula a mulher a parar de fumar. A mãe quer proteger seu feto e isso vira prioridade. Além disso, o próprio corpo é um aliado. A mulher grávida, por exemplo, apresenta menos sintomas da síndrome de abstinência”, explica.

 

 

Outra boa notícia: um estudo realizado por pesquisadores dinamarqueses e publicado este mês no jornal científico Obstetrics & Gynecology mostrou que a chance de mulheres que param de fumar quando descobrem a gravidez darem à luz bebês de baixo peso é muito próxima da chance das não fumantes – um indício de que a suspensão do cigarro no início da gestação permite que o feto tenha um desenvolvimento adequado. As mulheres que não largaram o cigarro, por outro lado, tiveram quase três vezes mais bebês de baixo peso em comparação com as não fumantes. Isso sem contar todos os outros males que o fumo traz para a criança, como problemas neurológicos, complicações cardíacas e maior risco da morte súbita.

 
A pesquisa analisou dados de 1.774 mulheres e chegou a outro ponto que reflete a queixa de muitas mulheres que param de fumar: elas engordaram em média dois quilos a mais na gestação do que as que nunca fumaram. De acordo com Jaqueline, o ganho de peso é comum, mas, para diminuir esse “efeito colateral”, as mulheres devem fazer mudanças no cardápio, evitando gorduras e alimentos pobres em nutrientes (doces e carboidratos refinados, como o pão branco) e investindo em lanches saudáveis, como palitinhos de cenoura ou pepino e frutas cítricas. Beber muita água também é importante. O ideal é que a mulher pratique algum tipo de atividade física, de acordo com a orientação do obstetra. E, claro, compareça às consultas de pré-natal rigorosamente para acompanhar a sua saúde e a do bebê.

 

 

 

Não consigo parar de fumar

Algumas mulheres não conseguem parar de fumar, mesmo quando descobrem a gravidez. Nesse caso, o mais importante é que ela não mantenha o vício escondido nem do médico nem da família. Se existe uma dificuldade para largar o cigarro, é preciso estar aberta para receber ajuda.

 

 

Automedicar-se, nem pensar. Não há consenso sobre o uso de medicamentos que ajudam a abandonar o cigarro entre grávidas. Chicletes e adesivos de nicotina, apesar de parecerem inofensivos, também não podem ser utilizados sem orientação médica. Isso porque a nicotina é vasoconstritora e pode diminuir a passagem de sangue na placenta, diminuindo o fluxo de oxigênio e nutrientes para o bebê.

 

 

Quem pode indicar a melhor ajuda para a grávida fumante é o obstetra. Além de indicar um medicamento, ele pode orientá-la a procurar uma terapeuta, já que parar de fumar envolve a superação de uma insegurança.

 

 

 

Não basta ser marido…

É isso mesmo, tem que participar. O fumo passivo pode ser tão prejudicial quanto ser fumante. Por isso, o ideal é pedir ao marido, amigos e parentes que entendam seu momento e não acendam um cigarro perto de você. Isso evita que seu bebê seja exposto ao monóxido de carbono e a outras substâncias tóxicas presentes no cigarro.

 

 

Dados preliminares de um estudo realizado no Hospital das Clínicas (SP) por uma estudante de obstetrícia da USP, em parceria com o Incor, mostrou que, das 264 grávidas avaliadas, 30% entre as que não fumavam tinham taxas elevadas de monóxido de carbono no organismo, como resultado do fumo passivo.

 

 

Vale lembrar que dentro de casa o ideal é banir de vez o cigarro. O material particulado e prejudicial à saúde que o fumo deixa pode ficar “poluindo” os móveis de 2 a 3 meses. Por isso, a recomendação de Jaqueline é não fumar nunca em ambientes fechados e manter um ambiente saudável em casa.

 

 

 

Fonte: Revista Crescer

 

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