Você sabe qual o contraceptivo mais indicado depois da gravidez?

 

Entre um filho e outro: Conheça os métodos contraceptivos mais indicados para cada fase da mulher! Você sabe qual o contraceptivo mais indicado depois da gravidez?

 

Nos primeiros dias depois do parto, a última coisa que vem à cabeça da mãe é sexo. Um dos motivos é que, além do cansaço, a prolactina, conhecida como o hormônio do leite, também interfere na libido. Mas, passados os 40 dias de resguardo indicados pelos médicos, período necessário para o útero começar a regredir, é possível que o casal já queira namorar outra vez. “Nos primeiros dois ou três meses após o nascimento do bebê, o mesmo hormônio também inibe a ovulação, o que diminui a fertilidade nas mães que estão amamentando”, explica o obstetra Julio Elito Junior, professor do departamento de obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo. Isso não significa, no entanto, que o casal possa ficar tranquilo em relação aos contraceptivos. Quem é que nunca ouviu falar de uma prima, amiga ou vizinha que engravidou sem querer nesse intervalo?

 

 

Vale lembrar que talvez o método anticoncepcional que você usava antes da gravidez não seja o ideal agora. “As pílulas que contém o hormônio estrogênio, por exemplo, atrapalham a produção e a qualidade do leite e, por isso, não devem ser usadas por quem está amamentando”, diz Elito. Enquanto não chega a hora de ter outro filho, conheça um pouco mais sobre os métodos contraceptivos mais indicados para o pós-parto. Converse com o seu obstetra antes de escolher o seu.

 

 

Pílula anticoncepcional
As dosagens dos hormônios dos anticoncepcionais de hoje estão cada vez mais baixas. No entanto, como já falamos, aquelas que contêm estrogênio só podem ser usadas no fim do aleitamento materno. São usadas via oral por 21 dias, com uma pausa de sete dias entre uma cartela e outra. Já a pílula à base de progestogênio (também chamada de minipílula) é ingerida por 28 dias sem interrupções. Ambas podem melhorar as cólicas e outros sintomas de tensão pré-menstrual. Os preços variam bastante conforme a marca e os níveis hormonais: de R$ 5 a R$ 35.

 

 

DIU (dispositivo intrauterino)
Existem dois modelos de DIU. O primeiro, mais antigo, é feito de cobre e tem duração de até 10 anos. Ele interfere no muco cervical, tornando o útero um ambiente hostil ao espermatozoide, que não sobrevive ali. Não tem hormônios, mas pode aumentar o fluxo menstrual. O custo é de R$ 500 a R$ 1.000. Já o modelo com hormônio libera pequenas doses de progestogênio que inibem o crescimento do endométrio (camada que reveste o útero internamente e que é eliminada todos os meses em forma de menstruação, quando a mulher não engravida). A ação faz com que 40% das mulheres com DIU hormonal parem de menstruar. Além de tornar o ambiente impróprio para gestação, como o colo do útero fica mais espesso, ele também dificulta a passagem dos espermatozoides. Custa entre R$ 1.400 e R$ 1.800.

 

 

Os dois tipos de DIU são mais indicados para mulheres que já tem filhos. “A gestação faz com que o útero aceite melhor um corpo estranho, digamos assim, então, o risco de rejeição é menor em mulheres que são mães”, explica Elito. Ambos têm de ser colocados com anestesia local por um ginecologista.

 

 

Implante
Tem a forma de um pequeno bastão, do tamanho de um fósforo, que é implantado sob a pele. Também libera o progestogênio, que inibe a ovulação. Dura até três anos e tem de ser colocado com anestesia local em um consultório ginecológico. Custa, em média, R$ 800.

 

 

Injeção de progesterona
Tem de ser aplicada a cada três meses. Interrompe a menstruação e pode causar retenção de líquido. Sai em torno de R$ 20 cada injeção.

 

 

Anel vaginal
O anel de plástico que contém hormônios deve ser colocado (pela própria mulher) na vagina e retirado depois de três semanas. Após uma pausa de sete dias, pode ser inserido novamente, recomeçando o ciclo. Custa, em média, R$ 50.

 

 

Adesivo cutâneo
Um adesivo com hormônios é colado na pele e libera o anticoncepcional aos poucos na corrente sanguínea ao longo do mês. Ele tem de ser trocado uma vez por semana, sendo que na última semana do ciclo há uma pausa de sete dias. Sai aproximadamente R$ 60 a caixa com os três adesivos.

 

 

Diafragma e camisinha
Os dois métodos de barreira têm a vantagem de não interferir no organismo. O diafragma funciona como uma espécie de tampão no colo do útero e deve ser colocado antes do ato sexual. Custa aproximadamente R$ 100. Já a camisinha é feita de látex e também deve ser colocada antes da relação sexual. Apesar da versão masculina ser mais popular (R$ 2, em média), também existe a feminina (R$ 8). Outro benefício das duas é a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

 

Por Revista Crescer

 

 

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