Entenda a depressão paterna

 

A depressão paterna: O bebê não é propriedade da mãe. O pai precisa se sentir incluído nessa nova relação.

 

A gravidez planejada, desejada e querida costuma ser um momento auspicioso na relação do casal. Muito festejada, é cercada de preparativos de todo o tipo: o quarto do bebê, as roupinhas, a expectativa para saber o sexo, a escolha do nome… Na maioria das vezes, o centro das atenções é a mãe – o bebê está no seu útero e ela desfila com orgulho a barriga.

 

 

E o pai? Ele também costuma sentir-se eufórico, potente, capaz de fecundar e promover a criação de um novo indivíduo. Fica inundado de uma sentimento de poder, de dar continuidade à linhagem e manter o histórico familiar. Sente-se mais homem e mais valorizado por amigos e parentes. Só que nem sempre são essas as vivências que acontecem do lado paterno. E, da mesma forma como acontece com a mãe, ele também está sujeito à depressão. Sentimentos variados podem conduzir o homem nessa direção.

 

 

É comum que o futuro pai se sinta excluído e rejeitado pela companheira, agora encantada com a gravidez. sente-se enciumado, trava, reage de modo apático ou às vezes mais ríspido nas situações do dia-a-dia e não consegue entrar no clima de prazer do novo momento.

 

 

Certamente a chegada do bebê e a necessidade de cuidados com o novo componente da família implicará uma mão de obra real, exigindo dedicação. Com isso, o pai precisará rever as horas dedicadas ao trabalho e, principalmente, o tempo com os amigos e o seu lazer particular. É um ponto crítico, que gera sentimentos de perda, frustração e grande aborrecimento. Participa das tarefas domésticas com desprazer e até raiva. E, depois, sente-se culpado por perceber que não está cumprindo de modo responsável a sua função.

 

 

Podem surgir preocupações normais, de ordem financeira, por exemplo, que adquirem um caráter desproporcional. Os gastos certamente vão se ampliar (alimentação, cuidados de saúde, roupas, brinquedos), mas poderão não ser bem administrados emocionalmente, gerando sentimentos ameaçadores e de incapacidade.

 

 

Alguns pais, mesmo possuindo recursos suficientes para absorver os custos que virão, sofrem com uma limitação irreal.

 

 

Com vivências dessa ordem, o homem passa a apresentar modificações no comportamento, mostrando-se mais nervoso e impaciente. Fica evidente o seu desprazer na convivência familiar, manifestada por sintomas como perda de apetite e períodos de insônia. O outro apetite que se altera é o sexual, ficando distante e desinteressado. E, para piorar, a tudo isso se agrega a sensação de que está sendo um mau pai e marido.

 

 

A depressão paterna pode interferir no desenvolvimento emocional do bebê, já que a participação do pai é essencial tanto na gestação como depois do nascimento. Sua função continente, minimizando a ansiedade materna, e acolhedora, em relação ao bebê, é fundamental.

 

 

Uma vez identificada a depressão do pai, essa deve ser cuidadosamente atendida. A gestante perspicaz poderá também ajudar o seu companheiro se estiver mais atenta à forma como ele se comporta, criando espaços para dialogar e buscar uma compreensão e acolhimento mais adequados.

 

 

E aí vai uma boa dica para a mãe, que pode prevenir os sentimentos relatados: inclua o pai, desde cedo, em todos os programas relacionados ao bebê, como compra dos móveis para o quarto, das roupinhas, consultas médicas (obstetra e pediatra) e outras. Estas são tarefas do casal – o bebê é dos dois: da mãe e do pai.

 

 

Por Revista Pais&Filhos

 

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