Como estimular a fala da criança

 

Como estimular a fala da criança: Pesquisa mostra que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado. Saiba mais:

 

Quando meu filho vai começar a falar? Qualquer pai e mãe se faz essa pergunta e espera ansiosamente pela primeira palavra do bebê. Em média, as crianças começam a balbuciar com 1 ano. Os primeiros sons estão mais para sílabas do que palavras, como “mã” e “pa”. Mas não importa como aconteça, esse momento trará uma emoção enorme.

 

Para que a criança continue desenvolvendo suas habilidades com a fala, é preciso estimulá-la. O jeito mais natural de fazer isso é conversar com os bebês. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade de Chicago (EUA) provou que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado.Por exemplo, o ato de apontar para um livro enquanto se diz “a mamãe vai pegar um livro” facilita a memorização dessa palavra.

 

 

O estudo avaliou 50 bebês entre 14 e 18 meses e gravou vídeos enquanto eles interagiam com os pais. Uma das descobertas foi que o uso da fala associada a um contexto específico (falar “livro” quando se está perto de uma estante) variou muito de um pai para o outro. Os filhos daqueles que falavam mais palavras relacionadas ao contexto ou aos objetos em questão apresentaram um vocabulário mais amplo três anos mais tarde. Segundo os pesquisadores, com pequenos ajustes nas conversas os pais podem dar um estímulo mais eficiente à fala das crianças.

 

 

De acordo com a fonoaudióloga Ana Maria Hernandez, coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital Santa Catarina (SP), falar dentro de um contexto e fazer gestos (como apontar para o objeto) podem favorecer o aprendizado, pois é uma maneira de o adulto apresentar o mundo para a criança. No entanto, a fala também depende de vários outros fatores para se desenvolver. “Ela é uma expressão da linguagem e, como tal, resulta da integração entre diversos sistemas. A criança precisa estar com o sistema neurológico preservado, a parte motora e psicológica também”. Ou seja, até o carinho que você dá para o seu filho pode fazer diferença no desenvolvimento da fala.

 

 

A seguir, listamos algumas dicas que você pode adaptar sem muito trabalho ao seu cotidiano:

 

 

Narre o mundo
O conceito pode parecer estranho, mas na prática é muito simples. Converse com o seu bebê sobre aquilo que o rodeia. Na hora de trocar a fralda, por exemplo, vá nomeando suas ações: “vou limpar seu bumbum, vamos colocar uma fralda limpinha, você vai ficar cheiroso”. Durante um passeio no parque, apresente as árvores, a grama, os passarinhos. Apontar, como explicado na pesquisa, também é um ótimo recurso porque dá forma às palavras. A criança associa o som ao objeto e fica muito mais fácil decorar o nome dele.

 

 

Atenção ao tom de voz
Quando falamos, colocamos sempre uma entonação em nossa voz, que pode significar dor, alegria, tristeza… Não tenha medo de se expressar na frente do seu filho, porque isso vai o ajudar a decodificar as emoções.

 

 

Dê atenção e espaço para o bebê
Passar um tempo se dedicando integralmente à criança é importante para criar um ambiente emocional saudável e também para perceber o que ela tem a dizer, mesmo que não o faça com palavras. Dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos e suas vontades. Ou seja, você não precisa ficar falando sem parar na frente do seu filho achando que assim ele vai começar a falar mais cedo. Dar espaço para o silêncio também é importante – ele também é uma forma de comunicação.

 

 

Cante. Sem medo de desafinar
Além de conversar, cantar pra criança é essencial. A sonorização, a rima e o ato de cantar transformam a fala em brincadeira, e isso comprovadamente ajuda o desenvolvimento da linguagem, do vocabulário e facilita o período de alfabetização. Outro ponto forte das músicas são os refrões porque a repetição prende a atenção das crianças. Permita que seu filho conviva com diferentes sons e melodias. “Muita gente entra naquela discussão de direitos humanos, que ‘atirei o pau no gato’ passa uma mensagem de violência, mas nos primeiros anos para a criança o que importa é a sonoridade”, diz a pedagoga Eliana Santos, diretora pedagógica do Colégio Global (SP).

 

 

Leia histórias e poesias
As histórias, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem. Os poemas, assim como as músicas, têm ritmo e sonoridade bem acentuados. Comece com os textos de rimas diretas e, aos poucos, vá sofisticando. Vale lembrar que a leitura não pode ser mecânica. Coloque emoção e pontue cada frase.

 

 

Explore sinônimos
Quando seu filho perguntar “qual é o nome disso?”, não se contente em dar uma só resposta. Claro que nem todos os sinônimos ela vai memorizar imediatamente, mas no dia a dia procure variar o jeito como você define as coisas. Eliana dá um exemplo divertido que usava em sua própria casa: “Eu falava para lavar as nádegas em vez de bumbum. Aos poucos, a criança vai enriquecendo seu vocabulário.”

 

 

Permita a convivência
Conviver com outras crianças é importante. “Quando uma criança convive com a outra, ela observa muito e repete. Essa troca enriquece sua experiência”, afirma Eliana.

 

 

Criança aprende brincando
É isso mesmo. Nada de transformar o aprendizado da criança em algo mecânico. Se a criança está se divertindo e fazendo determinada atividade com prazer, ela aprende muito mais rápido. A dica aqui é: entre pela porta que ela abre para você. Ou seja, se ela se mostrou interessada por um livro específico, em vez de forçar a leitura de outro, ajude-a a explorá-lo. Se ela está tímida, não a obrigue a ficar no colo de todos os parentes da festa. E nada de desespero: se você prestar um pouquinho de atenção, vai identificar a vontade do seu filho em determinado momento.

 

 

 

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Você trata sua filha como uma princesa?

 

Você trata sua filha como uma princesa? Pesquisa questiona o papel dos contos de fadas para a formação do que é felicidade na cabeça de crianças.

 

Uma princesa é: magra, linda, bondosa, tem cabelos longos e, é claro, tem um príncipe para chamar de seu. Essas respostas foram dadas por crianças de cinco anos à antropóloga Michele Escoura, responsável por uma nova pesquisa publicada pela USP (Universidade de São Paulo) e FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Durante um ano ela estudou a influência das princesas da Disney em crianças e descobriu que as meninas se identificam mais com as personagens clássicas, como Cinderela e Bela Adormecida, as mesmas que ajudam a reforçar estereótipos de feminilidade.

 

 

Em sua pesquisa observacional, feita com 200 crianças na faixa dos cinco anos de três escolas no interior de São Paulo, a antropóloga percebeu que muitas crianças, independentemente da classe social, tinham algum material escolar com temática das princesas, de lápis à mochila, e que isso servia para que elas mesmas se reafirmassem para as pessoas como meninas.

 

 

Uma das metodologias de pesquisa envolveu a exibição de dois filmes da Disney para as crianças: Cinderela, uma princesa mais tradicional que está sempre à espera de alguém para resolver seus problemas, e Mulan, que tem comportamento mais rebelde e pró-ativo. Ao final da exibição, Michele formou uma roda de discussão com as crianças e percebeu que muitas delas não percebiam a Mulan como princesa porque tinha roupas ‘feias’, não usava maquiagem e, principalmente, porque ao final do filme não ficava claro se a personagem havia se casado. “Elas tinham mais identificação com a Cinderela, sabiam de cor todas as falas do filme. Já a Mulan, que era uma princesa chinesa, poucas haviam assistido ao filme. Quando pedi que elas representassem no papel a parte do filme que elas mais gostaram, uma das crianças desenhou a Mulan com cabelos loiros”, conta Michele.

 

 

A problemática estabelecida pela antropóloga é a de que há pouco espaço para aprender a diversidade no dia a dia das crianças e isso começa a se manifestar primeiro dentro de casa. “Quando uma menina nasce tem toda aquela imagem de que ela é delicada, meiga, uma princesinha. Existe um consentimento dos pais em relação a essa ideia, além de uma imposição de mercado que é restritivo: cor de menina é rosa e de menino é azul. Menina gosta das princesas e da Barbie, meninos do Ben 10”, define a pesquisadora.

 

 

Disney em transformação

A primeira princesa oficial da Disney foi a Branca de Neve, lançada em 1937. Na década de 50, surgiram Cinderela e Aurora (Bela Adormecida). Somente nos anos 80 e 90, elas voltaram a aparecer com força, com comportamento um pouco mais rebelde e beleza diferenciada. Fazem parte desse time Bela, a sereia ruiva Ariel e a árabe Jasmine.

 

 

Princesas da Disney; Disney (Foto: Divulgação / Disney)

Foi nessa época também que essas personagens viraram uma franquia da Walt Disney Company, para ajudar a reforçar a marca diante de outros estúdios concorrentes e da tecnologia 3D que começava a aparecer. A partir daí, uma grande variedade de produtos foram lançados no mercado e imediatamente viraram febre entre as meninas.

 

 

Nos anos 2000, ao time original de Princesas, foram acrescentadas as personagens Pocahontas, Mulan, Tiana e Rapunzel. Essas com características menos tradicionais e mais pró-ativas. Tiana, de A Princesa e o Sapo, por exemplo, é negra, trabalha para sustentar a família e detesta casamento. Já Mulan cortou os longos cabelos, vestiu a armadura do pai e partiu para a guerra.

 

 

Apesar da variedade, a antropóloga Michele Escoura observou que as meninas continuam preferindo as personagens que fazem parte do time mais clássico de princesa. Em uma enquete no Facebook da Crescer, a Branca de Neve foi a preferida das filhas de nossas leitoras, com 51% dos votos. O segundo e o terceiro lugar ficou com Cinderela (14%) e Ariel (11%). Já as menos votadas foram as princesas Mulan, Tiana e Jasmine. E esse comportamento não é só no Brasil. Uma pesquisa do site oficial da Disney de Portugal revelou que a Cinderela era a favorita das europeias.

 

 

Mundo cor-de-rosa

Mas qual o problema da sua filha gostar das princesas da Disney? Ter bonecas Barbie? Adorar vestir roupas cor-de-rosa? Nenhum, se os pais tiverem consciência de que é preciso criar crianças mais abertas a enxergar outros referenciais. Michele Escoura discute que filmes, músicas e produtos não podem ser a única fonte de informação sobre o que é ser feliz. “As princesas da Disney carregam consigo um conteúdo que acaba funcionando como uma restrição da ideia do que é ser humano, enquanto mulher. É necessário garantir que a formação das crianças tenha também outros tipos de exemplos. A diversidade existe, e as crianças devem saber que não há apenas uma maneira de ser feliz, bonita e aceita”, conclui a antropóloga.

 

 

brincadeira; escola; amigos; criança (Foto: Shutterstock)

Para a psicóloga infantil Vera Blondina Zimmermann, da Unifesp, tudo começa com os pais e são eles que devem, antes de mais nada, fazer uma reflexão sobre como estão criando seus filhos. “É difícil perceber onde acertamos ou erramos quando estamos educando, mas sempre cabe a reflexão: ‘o que eu quero passar para os meus filhos? Que valores eu gostaria que eles tivessem? Que tipo de mulher ou homem eu quero que eles se tornem?’. É assim que vamos percebendo se o que estamos fazendo vai ao encontro disso ou não”, reflete.

 

 

A não segregação de gênero é muito benéfica, principalmente quando o assunto é brincar. Quando você estimula seu filho a se divertir com vários tipos de brinquedos, dá a ele a chance de desenvolver habilidades que vão ser importantes para o futuro dele, incluindo até a escolha da carreira. Se uma menina se diverte com blocos, ela tem mais chance de conseguir um desempenho melhor se pensar em ser engenheira; se tiver carrinhos, vai desenvolver mais a motricidade e o pensamento espacial e pode ser uma melhor motorista, por exemplo. O menino que brinca com bonecas pode ter mais facilidade para se relacionar com outras pessoas e entender melhor as mulheres. É importante entender que meninos não vão assumir o papel das meninas e vice-versa. Eles vão dividir e isso é muito saudável.

 

 

Com a ajuda da psicóloga Vera Blondina Zimmermann, listamos quatro atitudes dos pais que podem transformar a criança em uma princesa da vida real:

 

 

1) Vestimenta impecável 
Quando o assunto é roupa, dois extremos podem ser prejudiciais: deixar sempre a filha escolher o que vestir e impor determinado estilo à criança. Para o primeiro caso, a dica é moderação. É legal usar vestido ou fantasia, mas é preciso um limite, impostos geralmente de acordo com a ocasião. Já para quem acha que o cabelo precisa estar sempre impecável e a roupa bem arrumada, lembre-se: sua filha é criança e, como tal, precisa brincar, pular, correr, se sujar, bagunçar os cabelos.

 

 

2) Segregação de gênero 
“Isso é coisa de menino”. Perceba se você costuma falar algo parecido ou ressaltar as ações que sua filha consegue ou não fazer. Construir a imagem de que meninos e meninas são duas coisas completamente distintas e que não podem compartilhar as mesmas brincadeiras é reforçar estereótipos.

 

 

3) Dependência 
Frases como “queria parar de trabalhar”, “seu pai é quem paga as contas” ou “queria ser rica e ter muito dinheiro” saem em momentos de muito estresse ou até em tom de brincadeira, mas cuidado, na cabeça da criança isso pode soar como sinônimo de felicidade.

 

 

4) Satisfazer todas as vontades 
É difícil não mimar o seu filho, afinal, não há nada mais reconfortante do que aquele sorriso dele ao abrir um presente seu. Mas dar tudo o que a criança pede ou deixá-la fazer tudo o que deseja são atitudes que parecem inofensivas, mas podem gerar pessoas egoístas e mimadas no futuro. Nunca é fácil falar não ao filho, mas as restrições também o ajudam a crescer como ser humano.

 

 

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Meu filho ronca desde quando nasceu. O que devo fazer?

Meu filho ronca desde quando nasceu. O que devo fazer?

 

 

P: Meu filho tem 1 ano e 10 meses e ronca praticamente desde quando nasceu. O pediatra disse que é normal, mas acho estranho um bebê roncar. O que devo fazer? 
Dra.: Recém-nascidos podem ter um pouco de obstrução nasal e espirrar até completarem 3 meses. Isso às vezes dificulta na hora de mamar. Por isso, muitos pediatras orientam a limpeza nasal com soluções fisiológicas. Após esse período,em geral as crianças respiram sem fazer barulho– a não ser em caso de resfriado ou gripe. Depois dos 2 anos, a maior causa de ronco é o aumento das amígdalas ou da adenoide, que podem obstruir as vias aéreas. Vale investigar esse sintoma e observar se seu filho consegue dormir ou se o sono fica entrecortado por conta da respiração. Também veja se ele está se desenvolvendo bem, comendo e ganhando peso e se apresenta infecções repetitivas de vias aéreas. Todas essas circunstâncias devem ser levadas em conta na hora de conversar como pediatra.

 

P: Meu filho tem 3 anos e 5 meses, é alérgico a múltiplos alimentos como leite, soja, trigo e amendoim, e também tem rinite e asma. Acho ele muito magrinho, apesar de se alimentar bem nas refeições. Ele está com 13 kg e 98 cm e toma cálcio todos os dias. Parece que o organismo não absorve os nutrientes. Minha dúvida é: além da restrição aos alimentos e do cálcio, é necessária alguma outra intervenção? 
Dra.: A massa corpórea de seu filho é 13,9. Isso significa que ele está com o peso no limite inferior para a altura, proporcionalmente à sua idade.Muito provavelmente essa característica se deve ao fato de que ele é alérgico a muitos alimentos, o que o obriga a uma restrição alimentar. Ainda assim, ele pode ser considerado como magro e normal. Como ele está em fase de crescimento, sugiro que você converse com uma nutricionista, que certamente é a profissional mais habilitada para orientar o consumo proteico e energético de seu filho, para garantir seu crescimento e desenvolvimento adequados.

 

P: Na 28ª semana de gravidez, descobri que meu filho, hoje com 9 meses, tinha hidrocefalia. Quando ele nasceu, não foi preciso drenar porque o problema era leve. Aos 3meses, fez ressonância e nada havia mudado. Há pouco tempo, percebemos que ele não sustentava o corpo, não engatinhava e a mão direita ficava esquecida. O neurologista diz que o problema é motor e não tem relação com a hidrocefalia. Estamos na fisioterapia há dois meses, mas os profissionais dizem que haverá sequelas…
Dra.: O desenvolvimento motor das crianças geralmente ocorre da cabeça em direção aos pés. Isso significa que os pequenos firmam a cabeça por volta de 3 meses, sentam sozinhas com 7, engatinham com 9 e andam com 1 ano.Mas isso é uma média, pois algumas crianças adquirem essas habilidades um pouco antes ou depois. No caso específico do seu filho, é difícil emitir uma opinião sem examiná-lo e avaliar os exames. Sugiro que, se você está com dúvidas, converse e esclareça suas questões com os médicos que o assistem: pediatra e neuropediatra. Não saia da consulta insegura. Essa é a melhor ajuda que posso dar.

 

Por ANA MARIA ESCOBAR é professora de pediatria da Faculdade de Medicina da USP e clinica há 30 anos. CRM: 48084

 

 

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Óculos: como saber se o seu filho realmente precisa deles

 

Óculos: como saber se o seu filho realmente precisa deles: Você sabia que a maioria dos problemas de visão poderia ser solucionada se fosse detectada precocemente? Descubra os sinais que devem indicar que seu filho precisa de ajuda para enxergar melhor e saiba como proteger os olhos dele desde o nascimento.

 

 

Antes de nascer, o bebê ainda não sabe enxergar. Apesar de, anatomicamente falando, os olhos dele já estarem praticamente formados ao fim do segundo mês de gestação, ainda não têm suas funções desenvolvidas. Por isso, na primeira vez que a criança vê o mundo, ele não se revela perfeito à sua frente – e não é porque ela nasce com hipermetropia, uma dificuldade de enxergar de perto causada pelo tamanho pequeno dos olhos e que é corrigida durante o crescimento. A verdade é que o bebê ainda não identifica todas as cores e o máximo que vê são vultos. Ou seja, até então, seu filho apenas tem a capacidade de desenvolver a visão, o que, ao contrário do que se possa imaginar, é muito bom. Caso tenha algum problema, será muito mais fácil solucioná-lo, desde que o diagnóstico seja precoce. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), 50% dos recém-nascidos com alteração visual só têm a dificuldade identificada quando ela é irreversível. Problemas como erro refrativo (miopia, astigmatismo, entre outros) e estrabismo teriam um final mais feliz e menos traumático se a máxima de que “prevenir é melhor do que remediar” saísse da teoria para se tornar prática. Na reportagem a seguir, entenda tudo sobre os olhos do seu filho, desde o colírio da maternidade até a escolha da armação dos óculos.

 

 

Cuidados com o recém-nascido 
Os olhos do seu filho recebem atenção ainda na maternidade. Já na sala de parto, acontece a aplicação do colírio de nitrato de prata, que previne conjuntivites neonatais (mas também pode causar a química, que é combatida naturalmente pelo organismo da criança). Ainda assim, atualmente, a principal causa da conjuntivite neonatal é a clamídia, notada apenas entre o quarto e o décimo dia de vida. Portanto, se os olhos do seu filho ficarem irritados após a saída da maternidade, é preciso levá-lo ao pediatra.

 

 

Existem outros exames que seu bebê faz logo nas primeiras horas de vida. Em alguns estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, é obrigatória a realização do “Teste do Reflexo Vermelho” ou, como é mais conhecido, “Teste do Olhinho”. Ele detecta catarata e glaucoma congênitos, tumores, inflamações e hemorragias intraoculares. Para realizá-lo, o médico coloca uma luz nos olhos da criança e observa o reflexo gerado. Se for homogêneo e simétrico, está normal. Mas, se houver dificuldade para identificá-lo, o bebê deve ser encaminhado ao oftalmologista. Se na sua cidade o teste ainda não é obrigatório, é necessário que o próprio pediatra faça a análise. Vale lembrar que, em casos de prematuridade, é imprescindível o acompanhamento oftalmológico entre a quarta e a sexta semana de vida do bebê, já que uma das principais causas de cegueira infantil é o descolamento da retina, problema que atinge muitos prematuros.

 

 

Ainda no primeiro mês, é normal ocorrer uma obstrução à drenagem da lágrima, o que vai fazer seu filho lacrimejar muito sem motivo em um ou ambos os olhos. O tratamento é simples: envolve massagem na via lacrimal e lubrificante. Se não der resultado, o médico insere uma pequena sonda de silicone. Mas não se assuste: o procedimento é de rotina e acontece no consultório mesmo.

 

 

A primeira consulta no oftalmo 
Ainda que os resultados dos exames do seu filho estejam normais, o ideal é que ele volte ao oftalmologista antes do primeiro ano. Nessa consulta, o médico faz uma avaliação geral da visão da criança. Observa, por exemplo, se ela segue objetos e luz, detecta se tem estrabismo ou até miopia. Também dilata os olhos do bebê para identificar se há grau de óculos e ver o fundo de olho, o que pode revelar problemas como tumor e cicatriz na retina. Essa última, dependendo de onde se encontra, não traz prejuízos. Mas, se estiver na região central dos olhos, não há como recuperá-la. O que se pode fazer é estimular precocemente a visão, para que a própria criança desenvolva mecanismos de compensação.

 

 

Olhar na escola 
Quando seu filho entrar no colégio, prepare-se para uma temporada de conjuntivites virais, já que ele vai conviver com muitas crianças em ambientes fechados. Não existe tratamento específico para essa doença. O normal é que, em poucos dias, ela vá embora espontaneamente. Enquanto isso, vale fazer compressas com água fria e utilizar colírios lubrificantes, para amenizar aquela sensação de “olho colado” da criança. Ainda na fase escolar, é comum o diagnóstico de estrabismo, que é genético e aparece mais frequentemente até os 4 anos de idade. Existem três tipos. O falso estrabismo acontece quando a criança tem os olhos paralelos, mas a sensação é de que não são. Nesse caso, o “problema” se resolve sozinho. O estrabismo de desvio intermitente é quando o olho “entorta” apenas de vez em quando. O tratamento é clínico e começa com um tampão (colocado no olho “normal”), a fim de incentivar o outro a se corrigir sozinho. Se isso não ocorrer, a criança deve passar por cirurgia. Já no estrabismo permanente, o único tratamento é a operação.

 

 

Você deve voltar no oftalmo a cada dois anos e, especialmente, quando seu filho completar 6 ou 7 anos e começar a ser alfabetizado. Isso porque, nessa fase, há muitos casos de crianças consideradas hiperativas e que levam bronca na escola por mau comportamento, quando, na verdade, têm apenas dificuldade de enxergar! Os problemas mais comuns costumam ser a hipermetropia, que pode causar dor de cabeça, sensação de peso, ardor e lacrimejamento (principalmente durante a leitura de perto); o astigmatismo, quando os objetos parecem desfocados; e a miopia, que costuma dar sinal por volta dos 7 anos e obriga a criança a fazer esforço para ver de longe. Outro problema que pode acontecer é o chamado “olho preguiçoso” (ambiliopia), quando há diferença de capacidade visual entre os olhos. O tratamento é feito com o tampão, da mesma forma que no estrabismo.

 

 

Seu filho precisa de óculos? 
Para responder a essa pergunta, repare se ele tem dificuldade para reconhecer pessoas de longe, cai toda hora ou fecha um pouco os olhos para conseguir ver. Esses podem ser indícios de que tem algum problema de visão. Outros comportamentos que podem valer uma ida ao oftalmologista são lacrimejar demais, entortar a cabeça para enxergar, bater nas portas e paredes e não conseguir perceber objetos pequenos. Aquela história de que se a criança se aproxima demais da televisão para assistir a um desenho é porque tem algum problema só é válida se ela apresentar outro sintoma entre os já citados, mas pode servir de alerta. Se notar algum problema e o oftalmologista confirmar a necessidade do uso dos óculos, não é o fim do mundo. Hoje já existem modelos especiais para crianças à disposição no mercado (veja mais na página a seguir). Até porque pacientes com estrabismo, que geralmente têm graus mais altos, podem iniciar a utilização dos óculos desde 4 ou 6 meses. Se o grau for baixo, provavelmente a criança só começará a usar óculos no período escolar, quando a demanda visual aumenta.

 

 

Novo companheiro 
É definitivo: seu filho precisa de óculos. Mas, como convencê-lo a usar? Depende muito do nível de dificuldade dele. Quem tem grau elevado geralmente aceita o novo acessório facilmente, já que passa a “enxergar” só com ele no rosto. Quando o grau não é tão alto, a criança não percebe tanta diferença e, por vezes, não tem motivação para usá-lo. Independentemente do caso da sua família, um jeito de incentivar seu filho é começando pelos óculos de sol, que, dependendo do caso, também precisarão de grau! Eles são essenciais para todo mundo, desde que protejam contra os raios UVA e UVB. Sem essa proteção, melhor nem usar! Isso porque, em ambientes externos e sem óculos, a criança acaba fechando um pouco os olhos para reduzir a entrada de luz. Com as lentes escuras, isso não acontece. Outra dica é levá-lo para escolher os novos óculos. Os modelos de acetato e com armação que contorna toda a lente são os melhores para crianças. Além de mais maleáveis e resistentes, têm apoio no nariz que não incomoda tanto. Muitos contam com hastes que dão a volta ao redor da orelha, o que ajuda a posicionar no rosto. É melhor evitar lentes de contato, já que elas requerem cuidado no manuseio e na higienização, o que a maioria das crianças ainda não tem. Para ajudar você a escolher os óculos do seu filho, selecionamos as melhores opções na próxima página. Agorá é só descobrir o modelo que vai combinar direitinho com o menino dos seus olhos.

 

 

Mais dicas para convencer seu filho a usar óculos

– Crie rotinas de utilização, como colocá-los logo ao acordar ou assim que entrar no carro para ir à escola e permanecer com eles por todo o dia.

 

– Evite dar bronca se a criança retirá-los. O ideal é fazer um reforço positivo, elogiando o uso e estimulando-a a colocá-los quando for iniciar atividades de que goste.

 

– Mostre fotos de cantores e atores de quem a criança gosta usando óculos.

 

– Ensine a criança a guardar os óculos na caixa sempre que tirá-los do rosto. Também vale usar uma cordinha para deixá-los pendurados no pescoço.

 

 

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A DIFÍCIL ARTE DE DIZER NÃO AOS FILHOS

 

A DIFÍCIL ARTE DE DIZER NÃO AOS FILHOS: Você costuma dizer “não” aos seus filhos?

 

Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?Não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.

 

Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfazê-los? Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas?Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que fazê-lo pensar nos outros?

 

E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos “bonzinhos”…
O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser “bonzinho” com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos.

 

Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer “não”, porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter. Estamos, indiretamente, valorizando o ser.

 

Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.

 

Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com muita “flexibilidade” ética, para não dizer desonesto. Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota, qualquer “não” se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal?

 

Não se defende a ideia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde.

 

Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de “mão beijada”Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso.

 

Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável. Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer. Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa. Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não. Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.

 

Fonte: Orgone Psicologia Clínica

 

 

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Saiba como escolher o melhor carrinho de bebê para seu filho

 

Saiba como escolher o melhor carrinho de bebê para seu filho: Os carrinhos de bebê com três rodas estão com tudo. Mas os modelos tradicionais de quatro rodas cada dia aparecem com mais novidades. Na hora da compra, são inúmeras as opções de carrinhos para o bebê: os tradicionais, de três rodas, o básico – conhecido como guarda-chuva, pela praticidade -, para irmãos e até para empurrar o bebê enquanto se faz cooper. Se você está na dúvida sobre como escolher a melhor opção, confira as dicas abaixo:
  • Praticidade é o mais importante
    O item mais importante na hora de escolher o carrinho de bebê é verificar se ele é prático para o seu cotidiano. “Antes de decidir é preciso saber se ele cabe no porta-malas do carro. É prático para levar numa viagem? Fecha fácil, com uma mão só? Cabe nos lugares por onde você passa, ou é tão gigante que não passa pela porta, ou por um corredor?“, questiona a pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein Milena de Paulis. Resumindo, o princípio de tudo na hora da compra é a praticidade. Por isso, ande na loja com o carrinho, abra, feche, tenha o tamanho do seu porta-malas em mãos para saber se ele cabe no carro, além de se sentir confortável com o controle, já que cada modelo tem controladores com texturas diferentes.

 

 

  • Freios, travas e peças metálicas: confira os itens de segurança
    Cinto de segurança é um item obrigatório nos carrinhos de bebê. Preste atenção ao manuseio da ferramenta, já que nem todos os cintos são fáceis de manipular. Freios na roda traseira e travas nas rodas giratórias dianteiras são o ideal, enquanto os protetores para ombro deixam o bebê mais confortáveis. Não esqueça de conferir se a capota tem proteção contra os raios solares, já que não basta ser um tecido para proteger a pele do bebê do sol. Peças metálicas, quando expostas e em contato com o sol, podem causar queimaduras na pele.

 

 

  • De acordo com a idade do bebê
    Os bebês de até três meses dormem bastante e precisam de um carrinho confortável, de preferência com três ou mais posições reguláveis. “O recém-nascido precisa de uma cadeirinha que reclina quase 180º porque ele não consegue ficar sentado“, reforça Milena de Paulis. A partir dessa idade, os carrinhos de passeio podem fazer parte do dia a dia do bebê. Chamados de carrinhos guarda-chuva, eles são menores, mais práticos e leves, mas não têm muitas opções de conforto e manuseio. “Eles são muito bons para viajar, mas para o dia a dia, depende do ritmo de vida da família. Normalmente, são estreitos e desconfortáveis“, explica a pediatra. Os carrinhos com três tipos de cadeirinha são os mais completos, pois têm o moisés (para recém-nascidos), o bebê-conforto (que usa-se até cerca de 1 ano), e a base normal, para as crianças até os 3 anos, normalmente.

 

 

  • Carrinho de três rodas, ou para cooper
    Os carrinhos de três rodas foram pensados para os pais que fazem cooper ou caminhadas empurrando seus bebês. As rodas são mais largas, reduzindo o impacto, e têm freio na alça de controle. Com o sucesso, adaptações para o uso cotidiano fizeram do modelo um hit. “Para correr com o bebê, é preciso que ele tenha mais de 6 meses, sem esquecer de verificar que o cinto está afivelado“, afirma Milena.

 

 

  • Carrinhos para gêmeos e irmãos
    Não só nos carrinhos dos irmãos, mas em todos os modelos, é importante conferir se há espaço na base que permita colocar bolsas e outros acessórios com fácil acesso para não acordar o bebê caso precise de algo guardado e a criança esteja dormindo. “Os carrinhos para irmãos são muito grandes. É preciso ter um carro maior, verificar o tamanho do porta-malas e saber se ele cabe em casa. É uma proposta interessante, mas pode não ser prático se não for estritamente necessário”, explica a pediatra. Vale lembrar que os modelos onde os dois bebês estão unidos pela lateral ocupam mais espaço do que a disposição de trenzinho: antes de se decidir, observe os caminhos por onde costuma andar, para não passar apertos.

 

 

  • Usar carrinho tem idade?
    Até que idade a criança pode andar no carrinho infantil? Não há regras e cada mãe conhece melhor o seu bebê. “No Brasil, a maioria dos carrinhos é para crianças de até 3 anos. Em passeios mais longos e cansativos, como no shopping, ele é indicado, já que a criança tem que dormir, comer. Mas nos passeios mais curtos, acima dos 3 anos, não tem necessidade“, diz Milena.

 

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Dislexia em crianças: saiba o que é e como identificar os sintomas

 

Dislexia em crianças: saiba o que é e como identificar os sintomas:

 

Distúrbio de aprendizagem específico na área da leitura, escrita e soletração: isso é a dislexia, problema que é detectado mais facilmente nas crianças em início de alfabetização mas que dão alguns sinais desde a infância.

Conversamos com a psicopedagoga e fonoaudióloga Regina Ester Sabença, que explica quais são os sintomas, como identificá-los e agir com a criança disléxica. Confira:

  • O que é a dislexia?
    As crianças que sofrem de dislexia têm enorme dificuldade para copiar textos do quadro negro, formar palavras e escrever textos. “É importante observar quando ela começa a ter um nível de rendimento escolar diferenciado dos colegas. A criança se torna diferente no sentido de ser mais lenta durante as atividades, não conseguindo acompanhar os amigos nas atividades. Ela não consegue terminar as tarefas dentro do tempo estabelecido na sala de aula, e não consegue anotar o dever de casa que é passado no quadro negro. Fora a questão especificamente de decodificação, de armazenamento e assimilação de todo esse conteúdo”, explica a especialista.

 

  • Quais são os sintomas?
    Além dos sintomas que são observados quando a criança entra na fase de alfabetização, por volta dos 7 a 8 anos, ela começa a dar alguns sinais na primeira infância. “São crianças muito dispersas, têm dificuldade de aprender e memorizar o alfabeto, fazer rimas, e na orientação espacial e temporal. Nesse momento, não se pode falar ainda em dislexia, mas são dados iniciais. Só começa a ter certeza do distúrbio na alfabetização e acesso à leitura escrita”, afirma Regina Ester Sabença.

 

  • É penoso para a criança ler e escrever: não os culpe
    Um dos fatores que os especialistas mais ressaltam é a visão deturpada de muitos pais, amigos e familiares sobre as atitudes da criança disléxica. “É importante dizer que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, a dislexia não é resultado de uma má alfabetização, desatenção ou desmotivação escolar“, salienta Sabença. Segundo ela, o distúrbio não tem qualquer relação sócioeconômica ou de baixa inteligência. “Dislexia tem base neurológica com uma incidência expressiva de fator genético. Por isso, deve ser investigada tão logo são observados os primeiros sintomas”, reforça.

 

  • Compreensão de textos é o problema
    O distúrbio não afeta a criança somente nas matérias relacionadas à escrita, como o português e línguas. Matemática, ciências, geografia e outras matérias também são penosas para essas crianças. “Em todas essas disciplinas existe o código linguístico. Se a criança tem dificuldade em decodificar e entender os sons e as palavras, ela vai levar isso para as outras disciplinas. A dificuldade envolve todo conteúdo escolar”, salienta a psicopedagoga.

 

 

  • Como acontece a dificuldade para o disléxico
    A criança tem uma dificuldade muito grande na decodificação dos sons linguísticos. Isso significa que, ao ler uma informação, ela não armazena e nem decodifica o sentido. “Na palavra “sapato”, por exemplo, ela não decodifica os sons até o final. É como se a ordem auditiva ficasse conturbada. Na escrita, ela faz uma aproximação semântica. Se a palavra “sapato” pra ela é comum, quando não conseguir ver a decodificação até o final, ela pega o radical “sapa” e então faz o fechamento que quiser, podendo ser “sapato”, “sapatilha”, “sapateiro”, lendo de acordo com o que ela entender. Isso interfere não só na leitura, mas de forma muito significativa também na compreensão”, relata Regina.

 

 

  • Como os pais podem ajudar a criança disléxica
    “A família tem que ficar atenta aos sintomas e começar a fazer uma investigação na própria escola. Entender por que seu filho está atrasado em relação aos colegas, por que ele sempre leva tarefas de sala de aula para casa, por que fica desmotivado. A criança se sente diferente e passa a achar que não é bom aluno. Mas a dislexia não passa pela inteligência, pois a criança pode ser inteligente de outras formas. É importante que os pais desmitifiquem o distúrbio e não culpem a criança por isso“, afirma Regina Sabença.

 

  • Ler para os filhos é uma das atividades que mais ajudam a criança na compreensão dos conteúdos, assim como conversar bastante, fazer perguntas e esperar com calma suas respostas. A conversação, segundo Regina, também é um ponto positivo para trabalhar a dislexia.

 

 

  • Tratamento da dislexia não é para sempre
    É importante que o distúrbio seja tratado mais cedo possível. É que a partir de métodos utilizados no tratamento com uma equipe multidisciplinar, envolvendo a escola, a fonoaudiologia, neuropsicologia, psicologia e psicopedagogia, o cérebro consegue criar métodos próprios para cumprir suas atividades e adaptar-se ao problema.

 

 

  • “E a dislexia é observada como uma comorbidade, associada a outro quadro como déficit de atenção. São dois transtornos juntos. Na dislexia o tratamento é terapêutico e não requer medicamentos, diferente do que acontece nos quadros de déficit de atenção com ou sem hiperatividade”, explica. Isso quer dizer que o melhor trabalho com a criança disléxica é a tríada família, escola e terapia, mas que seu cérebro vai se adaptar. “É como dizemos: a mochila é mais pesada mas não impede que a criança possa carregá-la. É mais difícil, mas ela consegue.“.

 

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Vale a pena ter um cercadinho?

 

Vale a pena ter um cercadinho? Muitos pais ficam em dúvida sobre comprar ou não um cercadinho. Conheça as vantagens e desvantagens de utilizar esse recurso.

 

Bastante conhecido, o cercadinho (ou chiqueirinho) divide opiniões. Há quem acredite que ele seja ideal para a família moderna, na qual os pais precisam dar atenção ao bebê ao mesmo tempo em que lidam com os afazeres domésticos e trabalham fora. Outros acham que ele prende a criança e atrasa seu desenvolvimento.

 

 

Segundo a psicóloga Ana Merzel Kernkraut, coordenadora da área de psicologia do Hospital Albert Einstein (SP), o cercadinho, quando utilizado com parcimônia, é útil para os pais e não atrapalha os pequenos. “Por exemplo, quando a mãe precisa fazer algo na cozinha e o bebê não pode estar por perto porque corre o risco de se machucar, o cercadinho funciona como meio de entretenimento para essa criança. Assim, naquele momento, ela está protegida e entretida”, diz. Ou seja, se você se sentir mais segura com o cercadinho em situações de risco, vale usar esse recurso, mas lembre-se que é só de vez em quando e por pouco tempo.

 

O cercadinho é mais usado na fase em que a criança começa a engatinhar e andar e quer descobrir o mundo sozinha. É justamente nesse momento que os pais ficam receosos de que a criança se machuque enquanto eles prestam atenção a outra tarefa. O medo é natural, mas as possibilidades que chegam junto com os primeiros passos não devem ser limitadas, já que elas fazem parte do desenvolvimento. “A criança precisa explorar para fortalecer a musculatura do corpo. Se os pais inibirem isso, o desenvolvimento neuromotor dela será afetado. Pode deixar um pouco no cercadinho, mas é preciso ter bom senso”, explica o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

 

Cercadinho não é babá!

Ou seja, a supervisão de um adulto é imprescindível. O indicado é que o cercadinho fique sempre próximo dos pais. Assim, é possível interagir com a criança constantemente e checar se está tudo bem com ela. Além disso, os bebês têm baixa capacidade de concentração, podendo se irritar ao permanecer muito tempo no mesmo espaço, avisa Ana. Também por isso é difícil fazer com que a criança passe muito tempo ali dentro sem reclamar.

 
Os especialistas não indicam que os pais coloquem mais de uma criança dentro do mesmo cercadinho. Isso porque, além de limitar ainda mais o espaço, os bebês podem machucar, sem querer, um ao outro. Você até pode colocar brinquedos junto com o seu filho, mas sempre prestando atenção se os objetos são adequados para aquela faixa etária.

 

 

Como escolher

Na hora da escolha, preste atenção na sustentação do cercadinho, se a tela de proteção é resistente, se há pontas que podem machucar ou frestas que podem prender o bebê. Observe também o peso máximo que o produto suporta, se ele é dobrável ou não e se possui regulagem de altura.

 

 

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Aprenda a fazer nuggets em casa! Seu filho vai adorar!

 

Aprenda a fazer nuggets em casa! Seu filho vai adorar!: Frango em bolinhos:

 

quintal, na cozinha, frango em bolinhos (Foto: Raoni Maddalena)

Aprenda a fazer nuggets em casa! Seu filho vai adorar!: Em vez de comprar pronto no supermercado, que tal fazer os nuggets em casa com seu filho? É fácil, mais saudável e tão deliciosos quanto. A receita é do livro Na Cozinha da Rebeca (Ed. Alaúde), da chef mirim Rebeca Chamma.

 

 

Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 20 unidades

 

 

Ingredientes
600 g de peito de frango cortado em cubos ou moído
1 colher (sobremesa) de alho picado
1 colher (chá) de sal
1/2 xícara (chá) de aveia em flocos finos
1 copo de leite
3 xícaras (chá) de farinha de rosca para empanar
Óleo (de milho ou canola) para pincelar

 

 

Como fazer:
Coloque no processador de alimentos ou no liquidificador o frango, o alho e o sal. Bata até ficar bem moído e misturado. acrescente aveia e vá despejando o leite aos poucos até ficar uma pasta grossa. Ponha o frango em uma tigela, cubra com filme plástico e leve ao freezer por uma hora. Retire do freezer e, com a ajuda de seu filho, molde os nuggets com as mãos. Em seguida, passe pela farinha de rosca. arrume numa assadeira e pincele com um pouco de óleo cada nugget. Leve ao forno preaquecido a 180º por 15 minutos, vire os nuggets e deixe mais 15 minutos do outro lado.

 

 

Dica
Sirva com uma salada de folhas, tomate e cenoura. Fica colorido e é uma delícia. Substitua o catchup, a mostarda ou a maionese por molhos caseiros, feitos com leite, iogurte e ervas. Na reportagem de capa sobre alimentação há uma dica ótima de molho de erva-doce.

 

quintal, na cozinha, frango em bolinhos, 2 (Foto: Raoni Maddalena)

 

 

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9 dicas para abrir o apetite do seu filho e ajudá-lo a comer sem sofrimento.

 

9 dicas para abrir o apetite do seu filho e ajudá-lo a comer sem sofrimento. E fazer aviãozinho não está na lista. Saiba por quê:

 

1. Respeite os horários das refeições
A criança deve se alimentar seis vezes por dia e, quanto mais acostumada com uma rotina, melhor ela irá comer. O problema ocorre quando uma dessas refeições cai bem no momento de uma brincadeira… Aí não há prato que faça seu filho largar o que está fazendo. Nesse caso, seja claro: se não comer naquela hora, terá de esperar pela próxima refeição (mesmo que você tenha de adiantá-la um pouquinho…).

 

 

2. Dê o exemplo
Quer uma criança que não faz cara feia para o brócolis? Coma o vegetal com vontade. Não pense que vai criar um filho fã de frutas e verduras se você só come no fast-food.

 

 

3. Sem exageros na quantia
Nada de encher o prato do seu filho com a comida. Espere ele pedir se quiser mais.

 

 

4. Não faça malabarismos
A criança precisa aprender que comer é importante – e gostoso! Aviõezinhos, brinquedos e televisão acabam distraindo, realmente, a criança daquilo que ela deveria fazer. Segundo várias pesquisas, esse é um passo grande para a obesidade.

 

 

5. Desenvolva o gosto de sentar-se à mesa
Quando a família estiver em casa, aposte em refeições coletivas. Seu filho vai associar a hora de comer à satisfação da convivência com a família. E ainda aprender como se comportar, seguindo seu exemplo, ao usar os talheres, cortar os alimentos etc.

 

 

6. Líquidos depois
Deixe para oferecer água e sucos depois das refeições – nunca durante.

 

 

7. Não transforme guloseimas em prêmio
Sabe aquela famosa frase “Se você comer tudo, ganha sobremesa”? Risque do seu repertório. Falando isso, a criança associa o que está comendo a um sacrifício, e o “prêmio” fica ainda mais apetitoso.

 

 

8. Menu com as crianças
Defina o cardápio com a colaboração da criança e peça ajuda na hora de lavar a salada, de arrumar a mesa…

 

 

9. Considere a diferença entre lanche e refeição
O café da manhã, almoço e jantar são as refeições maiores do dia e não devem ser substituídas por lanches. A não ser em um dia especial. Mas opte por receitas saudáveis.

 

 

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