Como se exercitar em todas as fases da gravidez

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Como se exercitar em todas as fases da gravidez: Como se exercitar em todas as fases da gravidez. Em alguns períodos é preciso diminuir o ritmo, mas é possível manter as atividades físicas até o fim da gestação.

 

 

Gravidez não é doença, por isso praticar exercícios físicos não deve ser um item excluído da nossa lista de atividades. Pelo contrário! Basta ficar atenta às indicações de profissionais e seguir para a academia (ou para a rua).

As atividades físicas moderadas são consideradas seguras e também muito benéficas para a saúde da mãe e do bebê. Gestantes passam por uma série de alterações físicas e precisam de cuidados especiais para evitar desconfortos e doenças, como a hipertensão e a diabetes.

Segundo a personal trainer Daniela Paiva, filha de Maria de Lurdes e Vitorino, “os exercícios de maior utilidade durante toda a gravidez são os aeróbicos, os calistênicos (os que utilizam o peso do próprio corpo como resistência), os de relaxamento e os de Kegel, que fortalecem os músculos pélvicos.” Mas é importante perceber os limites do próprio corpo em cada fase e seguir as indicações de médicos e preparadores físicos que podem ajudar.

Primeiro trimestre

A primeira fase da gravidez requer muita atenção e cuidado. Assim que a mulher descobre que está esperando um bebê, é fundamental que procure o médico ginecologista e se informe do que está liberada para fazer ou o que é melhor deixar pra lá para garantir a saúde do bebê. Para quem já está acostumada com atividades físicas intensas é natural que o ritmo diminua, e os exercícios que trabalham contração abdominal e o assoalho pélvico (região dos genitais) serão cortados. Para quem não tem o costume, mas pretende começar com os exercícios, é essencial contar com a ajuda de um profissional.

Nanna Pretto, mãe de Gabriel e grávida do segundo filho, que estava acostumada a competir em provas de corrida antes da gravidez, precisou diminuir bastante o ritmo. “O primeiro passo foi colocar bastante caminhada no treino, intercalando quatro minutos andando com apenas um de corrida”, conta ela. Mas para as mães que não estão acostumadas ao ritmo, a descoberta da gravidez não é a melhor hora para começar a correr! Caminhar é permitido, mas sempre controlando os batimentos cardíacos, que não podem ultrapassar os 130 por minuto, segundo o ginecologista Sang Cha, pai de Guilherme, George e Lara. Já os exercícios de impacto e os que exigem equilíbrio não são recomendados, como os funcionais, que envolvem ações de agachar, pular, empurrar, girar etc.

É preciso respeitar os limites do corpo neste período, pois a gravidez ainda é muito frágil. Além disso, o próprio corpo pede descanso. Enjoos e sono quase que incontroláveis são muito comuns, o que não deixa a grávida tão disposta a sair correndo por aí. Nanna, que já está entrando no terceiro trimestre de gravidez, conta que tentou manter a mesma frequência dos treinos que já estava acostumada, de três a quatro dias por semana, mas a intensidade já não pode ser a mesma. É preciso adaptar!

Segundo trimestre

Nesta fase, a grávida começa a se sentir mais segura, então é possível intensificar um pouco os exercícios. Os enjoos não são mais tão frequentes, a disposição e o humor estão melhores. Então é hora de se mexer. As mães atletas podem apertar o passo nas corridas. Sempre lembrando que o acompanhamento médico e de profissionais é essencial.

Nanna, já com preparação física bem condicionada, colocou mais corrida no treino nesta fase e até participou duas vezes de provas de cinco quilômetros, se sentindo bem durante todo o percurso. Além de colocar um pouco mais de peso nas atividades. “O treino ficou mais focado nos braços e costas, pois as caminhadas já fazem o trabalho da região inferior”.  E apesar das atividades abdominais serem abolidas da lista de exercícios, já são permitidas as atividades que estimulam a contração pélvica.

No segundo trimestre é quando as roupas especiais para atividades físicas começam a incomodar. Então chegou a hora de trocar para sentir mais confortável. E o jeito é adaptar. As dicas da Nanna são:

– Use calças leggings maiores do que o seu número. Apesar de largas nas pernas, não vão apertar a barriga.

– Uma cinta gestacional pode ajudar e pode ser encontrada em casas de produtos ortopédicos. Além de segurar a barriga,diminui as dores na coluna.

– Por causa do volume das mamas, você pode usar dois tops. Reforça e evita que doam na hora da corrida ou da caminhada.

– Quanto às camisetas, use as do marido. Elas ficam mais largas e acomodam melhor a barriga.

Terceiro trimestre

Na última fase da gestação é hora de diminuir o ritmo de novo. Até porque o próprio corpo não te libera para excessos. Mas isso não quer dizer parar. Na gravidez saudável e sem riscos, é possível continuar a se exercitar até os últimos dias antes do parto. As atividades na água, como hidroginástica, são muito indicadas. O ginecologista Sang Cha explica que “a água anula o efeito da gravidade, o que evita lesões e dores musculares, e por isso são indicadas do começo ao fim da gravidez.” Outra boa opção é o Yoga, que ajuda a controlar a respiração em uma fase que respirar já não é mais tão fácil.

A nossa colunista Nanna Pretto conta que nessa fase a corrida já está mais difícil porque cansa muito. Por isso ficou fora da lista de atividades. “A corrida só aparece em movimentos leves, de trotes, sempre respeitando a minha faixa de frequência cardíaca para este tipo de treino. E nesta etapa final inclui a natação.” Nanna diz que, assim como na primeira gravidez, vai continuar com suas atividades físicas enquanto se sentir confortável.

Ela deixa claro que tudo o que pratica durante a gravidez só é possível porque tem uma vida ativa desde antes do primeiro filho e conta sempre com acompanhamento de profissionais. Corre há 12 anos e está acostumada a participar de provas e academia. Por isso, para as grávidas que não têm o mesmo ritmo, os treinos serão menos intensos e é imprescindível o acompanhamento médico.

O que não pode

– Exercícios que propulsionam o ar para dentro da vagina (pedalar de perna para cima, por exemplo);

– Atividades que distendem a musculatura interna da coxa;

– Movimentos de extensão ou que forcem as articulações;

– Movimentos de contorção ou os que inclinam para trás forçando a coluna.

 

Consultoria:

Dr. Sang Cha – especialista em medicina fetal e diretor da Embryo Fetus, Centro de Reprodução Assistida

Daniela Paiva Castro – Personal trainer e proprietária da Suporte (www.suporte.eco.br), micro empresa de educação, treinamento, consultoria e assessoria esportiva.

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Entenda a Marcha pela Humanização do Parto

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Marcha pela Humanização do Parto mobiliza 300 participantes em SP, entre mulheres e profissionais da saúde. Entre as reivindicações está a contenção do alto índice de cirurgias cesarianas.

 

 

“Parto com respeito, eu escolho é meu direito”, “Seu doutor, preste atenção: a mulher não quer cesárea não”. Esses foram alguns dos gritos que ecoaram pela Avenida Paulista na manhã deste sábado (19). Estavam ali reunidas cerca de 300 pessoas, entre mães, pais e crianças, doulas, obstetrizes e estudantes de enfermagem, em um movimento chamado Marcha pela Humanização do Parto. Além da capital, grupos de mulheres e profissionais da saúde se organizaram também em mais 30 cidades do país, como Santos, São Bernardo e Vitória.

 

A mobilização, que se concentrou na altura do número 900 da avenida – e marchou até o Fórum da Justiça Federal Ministro Pedro Lessa, ao lado do Masp – tinha como propósito cobrar agilidade no julgamento da ação civil movida pelo Ministério Público em 2010 para que a Justiça condene a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a regulamentar os serviços obstétricos realizados por planos de saúde privados no país.

 

 

Michele Bass, 32, foi uma das mulheres que saiu de casa cedo para acompanhar a manifestação. Ela conta que, quando foi ter a filha Aisha, 3, passou por uma cesárea desnecessária. “Eu queria muito um parto normal, mas, como eu não tinha muita informação na época, acreditei quando o médico me disse que eu teria que fazer cirurgia, sem nenhum motivo aparente. Estava tudo indo bem com a minha gravidez”, conta a mãe que está terminando o curso para doula.

 

 

O produtor audiovisual Rodrigo Sarte, 39, marchava carregando a filha Maia, de 8 meses. Quando sua esposa, Daniela, estava grávida, o casal procurou alternativas ao parto realizado nos hospitais e, segundo Rodrigo, foi difícil conseguir um parto humanizado. “A gente conseguiu uma doula e uma parteira para fazer o nascimento em casa. Mas eu tenho consciência que foi porque eu tenho condições financeiras. Estou aqui hoje para que melhorem as políticas públicas de saúde para que minha esposa e eu não sejamos uma exceção”, diz.

 

 

O fim da Marcha

Foi necessária uma hora e meia até a marcha seguir por dois quarteirões da Avenida Paulista. Além dos gritos de guerra, cartazes com os dizeres Humanização do Parto, #HumanizaBrasil e Parir com respeito é meu direito eram exibidos e chamavam a atenção de muitas pessoas, inclusive pais com filhos, que passavam pela região e resolviam acompanhar os participantes.

 

 

O fim da Marcha aconteceu em frente ao Fórum da Justiça Federal Ministro Pedro Lessa. No local, a obstetriz Ana Cristina Duarte pediu agilidade no julgamento da ação civil para regulamentar os serviços obstétricos na rede privada (Foto: Raoni Maddalena)

Ao chegar em frente ao Fórum de Justiça, por volta das 12h15, a obstetriz Ana Cristina Duarte leu uma carta ao juiz da 24ª Vara Cível Federal que apontava os riscos que uma cesariana pode trazer à mulher e ao bebê, as taxas de mortalidade neonatal e os direitos da mulher. Ela pediu, ainda, prioridade na sentença da ação civil, que encontra-se na mesa do juiz desde o último 19 de agosto à espera de uma definição.

 

 

A Justiça Federal de Primeiro Grau em São Paulo informou, por meio da assessoria de imprensa, que a sentença deve sair até o final do ano.

 

 

Os próximos passos

A Marcha pela Humanização do Parto foi só a primeira de algumas ações que o grupo organizado de mães, doulas, parteiras e obstetrices está preparando. Até o final do ano, devem ser anunciados mais eventos, como a exibição do filme O Renascimento do Parto, de Eduardo Chauvet, que retrata a realidade obstétrica brasileira.

 

Para o ginecologista e obstetra Jorge Kuhn, a população, especialmente a mulher, só tem a ganhar com a conscientização da importância do parto humanizado. “O movimento está crescendo e é internacional. A gente quer fazer com que as pessoas que pensam em alternativas ao parto como é feito hoje vejam que existe um caminho alternativo. É uma volta ao protagonismo da mulher”, diz. O médico e um dos maiores ativistas da questão explica que o parto, antigamente, era um evento familiar, no qual a gestante decidia quem ela queria que fizesse parte daquele momento pessoal e emocional.

 

 

Um assunto complexo

A expectativa é que a regulamentação da ação civil de 2010 e o apoio da sociedade leve a uma diminuição do número de cirurgias cesarianas realizadas sem necessidade. Segundo dados do Ministério de Saúde, a cirurgia já representa 52% dos partos no Brasil, índice bem superior aos 15% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ao analisar apenas os índices da rede privada, o número de cesáreas pode ultrapassar os 80%.

 

Embora os dados sejam chocantes, o ginecologista e obstetra Alexandre Pupo Nogueira, do Hospital Sírio-Libanês (SP), explica que é preciso muito cuidado para analisar a questão.  “Muitas cirurgias são feitas sem necessidade, apenas por comodismo, tanto dos médicos, que não precisam desmarcar consultas para realizar um parto a qualquer momento, quanto dos pais, que querem se organizar melhor.” E continua: “Eu ofereço parto normal para todas as minhas pacientes, mas a maioria delas escolhe a cesárea. Acho que é por um medo de um processo que é natural e não controlado pelo homem. No parto normal, o médico é um mero expectador. Na cesárea, é totalmente controlada. Qualquer problema que surgir em decorrência da cesárea, são riscos que o médico assume. No parto normal, os riscos são assumidos pela mãe. Por isso, tem muitas mulheres que preferem deixar na mão do médico do que na da natureza”, diz Pupo.

 

Fonte: Revista Crescer

 

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5 coisas que todo homem grávido precisa saber

5 coisas que todo homem gravido precisa saber

 

5 coisas que todo homem grávido precisa saber: A gravidez é sempre um mistério para o homem, mas com algumas dicas ele vai compreender melhor o que acontece com você.

 

Aqui, informações importantes que seu companheiro precisa saber – escritas por um pai para outros homens–grávidos:

 

*A grávida vai ficar mais emotiva – e não só com notícias que envolvam crianças, mas até com uma propaganda ou desenho animado. Sim, seria como uma TPM, mas ainda mais imprevisível…

 

 

*Vai falar sobre a louça suja ou a porta que ficou destrancada? Se não puder evitar, finalize a reclamação com um apelido carinhoso. Mas prefira frases seguras, como: “Claro que concordo com você”. Ou: “Sim, querida”.

 

 

*Sua mulher pode estar desconfortável com o próprio corpo e se achar feia. Então, nunca chame a sua mulher de “orquinha” ou qualquer outro apelido do gênero (mesmo que com muito carinho).

 

 

*É comum a grávida ter dificuldades para dormir por causa de algum mal-estar. Nessa hora, você tem que ser solidário e, de preferência, não dormir também (em geral, ela vai querer dividir a preocupação com você).

 

 

*No parto, sua função é ficar firme e não desmaiar. Depois, no pós-parto, seu papel é controlar o número de visitas ao recém-nascido.

 

Fonte: Diário de um Grávido (Mescla Editorial), de Renato Kaufmann

 

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As dores mais comuns na gravidez

 

Desde as mais suaves até as mais chatinhas, elas são um incômodo comum e onipresente. “As dores na gestação são alterações usuais, mas não obrigatórias”, explica Daniela Maeyama, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, de São Paulo, e especialista em reprodução humana. São diversos fatores que contribuem para o aparecimento delas, como o peso e o preparo físico materno, o tamanho do bebê e o quanto a mulher engorda ao longo do pré-natal. confira as mais frequentes.

 

 

1- Dor nos seios

Esse incômodo é comum, principalmente nas primeiras semanas de gestação. Nessa fase, as mamas aumentam de volume. A razão? Elas estão se preparando para a amamentação. “Nem todas as grávidas se queixam disso. Para algumas, isso chega a ser imperceptível”, observa a ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, Daniela Maeyama. Além do tamanho, as mamas ainda sofrem outras alterações, não dolorosas, porém visíveis, como o escurecimento do mamilo e da auréola e o aumento da vascularização local.

 

 

2- Dor pélvica

Bastante comum, ela acontece por causa do crescimento e do enrijecimento do útero na gestação. “Na maioria das vezes, não está relacionada com nenhuma patologia, mas com as contrações que a mulher tem durante a gravidez”, explica Mariano Tamura, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Essa dor tem intensidade e localização variável de acordo com o período da gravidez. “Aumenta principalmente quando o bebê inicia a descida da parte superior para a parte inferior da bacia”, completa Daniela.

 

 

3- Dor lombar

O incômodo é consequência do peso da barriga, conforme a gestação avança. Para sustentar o corpo, é natural que a mulher mude seu eixo, projete o tórax para a frente e afaste as pernas. “É uma nova posição que o corpo encontra para se equilibrar. E isso força bastante os músculos da região lombar”, explica Mariano Tamura. Ou seja, é uma dor totalmente previsível.

 

 

4- Dor na virilha e na raiz da coxa

“Aparecem geralmente por volta da 26ª semana e ocorre porque, nessa fase, o feto, o líquido amniótico e a placenta já somam um peso considerável sobre a pelve”, explica a obstetra Daniela Maeyama. Essa sobrecarga comprime os músculos e com eles vasos e nervos. Na medida em que a gestação avança, portanto, o incômodo tende a aumentar. “Após a 34ª semana, o peso fica ainda maior. Nessa fase, os bebês chegam a ganhar 300 g a cada sete dias”, completa a ginecologista do Hospital São Luiz. Como aliviar o problema? Com bastante repouso. Vale lançar mão também de alguns tipos específicos de cinta para gestantes. Nos casos mais intensos, o médico pode prescrever analgésicos.

 

 

5- Dor de cabeça

“O padrão hormonal da gravidez predispõe a mulher a ter sonolência e indisposição. Mas não a dor de cabeça propriamente dita”, esclarece o obstetra Mariano Tamura. O que pode acontecer é o crescente inchaço, acúmulo de líquidos que afeta o todo o corpo. Por causa disso, a gestante fica mais predisposta a ter, por exemplo, a sinusite e, consequentemente, uma dor de cabeça. “A cefaleia pode ocorrer também nas primeiras semanas após a concepção devido à fase de adaptação hormonal e, sobretudo, nas mulheres com histórico de cefaleias frequentes e enxaqueca”, completa Daniela. Ainda assim, fica um sinal de alerta: se for permanente e muito intensa, a dor deve ser pesquisada para se certificar de que não há nenhuma alteração mais grave.

 

 

6- Cólicas

As cólicas são normais e estão presentes em todos os momentos da gravidez. Numa primeira fase, ela está ligada ao crescimento do útero e depois às contrações. “Mas ela deve ser relatada ao médico sempre. São um sinal de alarme cólicas intensas em demasia e acompanhadas de sangramento vaginal”, alerta o obstetra Mariano Tamura.

Vale lembrar que, dependendo do tempo de gravidez, as cólicas podem sinalizar que está chegando a hora de o bebê nascer. “No final da gestação, é comum sentir cólicas leves e de curta duração, mas, se elas forem contínuas, durarem mais de 45 segundos e ritmadas (uma a cada três minutos), pode ser sinal de que a mulher está entrando em trabalho de parto”, avisa Daniela Maeyama.

 

 

7- Dor nas articulações

As dores articulares estão associadas ao acúmulo de líquido nas articulações, comum nessa fase. E isso causa dor porque deixa alguns nervos comprimidos, além de prejudicar a mobilidade dos dedos. “Por isso, é muito comum a sensação de dor ou dormência nas extremidades do corpo, muito frequente nas mãos e que pode até deixar a mulher mais atrapalhada”, justifica Mariano Tamura.

 

 

8- Dores nas pernas

A gravidez sobrecarrega o corpo da mulher e, principalmente, seu sistema cardiovascular. E é ai que surgem os inchaços e as dores nas pernas. “A circulação fica mais lenta”, explica a obstetra Daniela Maeyane. No calor, o inchaço fica mais evidente e o repouso traz um grande benefício. O que ajuda nessa fase: prática de uma atividade física, como a caminhada, o uso de meias elásticas de suave a média compressão, fisioterapia e drenagem linfática. “A ingestão de líquidos estimula o funcionamento dos rins e isso também colabora para a redução do inchaço”, recomenda Daniela. Vale ainda evitar comidas salgadas.

 

 

9- Dores de estômago

Pense que na gestação, a cada dia que o bebê cresce, sobra menos espaço dentro de você. Por isso, é tão comum aquela sensação de estômago apertado. Nessa fase, também o sistema digestivo fica mais lento e assim a futura mamãe se sente cheia com uma quantidade menor de alimentos. A consequência são a azia e o refluxo. Para evitar isso, os médicos recomendam que a gestante coma pequenas quantidades em curtos intervalos de tempo. “Não se deite logo após uma refeição, especialmente à noite. Por questões mecânicas mesmo. Nessa posição, fica mais fácil a comida voltar”, aconselha o ginecologista Mariano Tamura.

 

Fonte: Bebê.com

 

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Gravidez pode ser estímulo para largar o cigarro

 

Gravidez pode ser estímulo para largar o cigarro: Apesar de muitas mulheres sofrerem para abandonar o vício, benefícios para a gravidez e para o bebê podem ser o incentivo que faltava.

 

 

Esta quinta (29) é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Você provavelmente não precisa que a gente descreva uma lista dos malefícios do cigarro. Podemos resumir dizendo que ele contém mais de 4 mil substâncias nocivas ao corpo humano. Se a longo prazo ele faz mal para gente grande, imagine o estrago que pode causar a um bebê que está se desenvolvendo dentro do útero.

 

 

Sabemos que nenhum tipo de vício é fácil de abandonar. A boa notícia é que entre as mulheres fumantes que engravidam, cerca de metade consegue deixar os cigarros de lado durante a gestação usando apenas a força de vontade. Segundo Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do INCOR (SP), a gravidez é uma ótima oportunidade para tornar-se uma ex-fumante. “É um ambiente que estimula a mulher a parar de fumar. A mãe quer proteger seu feto e isso vira prioridade. Além disso, o próprio corpo é um aliado. A mulher grávida, por exemplo, apresenta menos sintomas da síndrome de abstinência”, explica.

 

 

Outra boa notícia: um estudo realizado por pesquisadores dinamarqueses e publicado este mês no jornal científico Obstetrics & Gynecology mostrou que a chance de mulheres que param de fumar quando descobrem a gravidez darem à luz bebês de baixo peso é muito próxima da chance das não fumantes – um indício de que a suspensão do cigarro no início da gestação permite que o feto tenha um desenvolvimento adequado. As mulheres que não largaram o cigarro, por outro lado, tiveram quase três vezes mais bebês de baixo peso em comparação com as não fumantes. Isso sem contar todos os outros males que o fumo traz para a criança, como problemas neurológicos, complicações cardíacas e maior risco da morte súbita.

 
A pesquisa analisou dados de 1.774 mulheres e chegou a outro ponto que reflete a queixa de muitas mulheres que param de fumar: elas engordaram em média dois quilos a mais na gestação do que as que nunca fumaram. De acordo com Jaqueline, o ganho de peso é comum, mas, para diminuir esse “efeito colateral”, as mulheres devem fazer mudanças no cardápio, evitando gorduras e alimentos pobres em nutrientes (doces e carboidratos refinados, como o pão branco) e investindo em lanches saudáveis, como palitinhos de cenoura ou pepino e frutas cítricas. Beber muita água também é importante. O ideal é que a mulher pratique algum tipo de atividade física, de acordo com a orientação do obstetra. E, claro, compareça às consultas de pré-natal rigorosamente para acompanhar a sua saúde e a do bebê.

 

 

 

Não consigo parar de fumar

Algumas mulheres não conseguem parar de fumar, mesmo quando descobrem a gravidez. Nesse caso, o mais importante é que ela não mantenha o vício escondido nem do médico nem da família. Se existe uma dificuldade para largar o cigarro, é preciso estar aberta para receber ajuda.

 

 

Automedicar-se, nem pensar. Não há consenso sobre o uso de medicamentos que ajudam a abandonar o cigarro entre grávidas. Chicletes e adesivos de nicotina, apesar de parecerem inofensivos, também não podem ser utilizados sem orientação médica. Isso porque a nicotina é vasoconstritora e pode diminuir a passagem de sangue na placenta, diminuindo o fluxo de oxigênio e nutrientes para o bebê.

 

 

Quem pode indicar a melhor ajuda para a grávida fumante é o obstetra. Além de indicar um medicamento, ele pode orientá-la a procurar uma terapeuta, já que parar de fumar envolve a superação de uma insegurança.

 

 

 

Não basta ser marido…

É isso mesmo, tem que participar. O fumo passivo pode ser tão prejudicial quanto ser fumante. Por isso, o ideal é pedir ao marido, amigos e parentes que entendam seu momento e não acendam um cigarro perto de você. Isso evita que seu bebê seja exposto ao monóxido de carbono e a outras substâncias tóxicas presentes no cigarro.

 

 

Dados preliminares de um estudo realizado no Hospital das Clínicas (SP) por uma estudante de obstetrícia da USP, em parceria com o Incor, mostrou que, das 264 grávidas avaliadas, 30% entre as que não fumavam tinham taxas elevadas de monóxido de carbono no organismo, como resultado do fumo passivo.

 

 

Vale lembrar que dentro de casa o ideal é banir de vez o cigarro. O material particulado e prejudicial à saúde que o fumo deixa pode ficar “poluindo” os móveis de 2 a 3 meses. Por isso, a recomendação de Jaqueline é não fumar nunca em ambientes fechados e manter um ambiente saudável em casa.

 

 

 

Fonte: Revista Crescer

 

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Saiba escolher! Calçados para gestantes

 

Saiba escolher! Calçados para gestantes: O calçado é um item que merece toda atenção durante a gravidez. Além do quesito conforto, precisamos considerar a segurança dos modelos.

 

Usar um sapato inapropriado pode causar graves acidentes. Isso porque durante a gravidez a mulher está com um sobrepeso muito maior do que está acostumada, deixando-a mais lenta, com menos equilíbrio. Solas que escorregam e sapatos altos que podem ocasionar quedas ou torções devem ser guardados no fundo do armário até o final da gestação. Os modelos mais indicados são aqueles com sola de borracha e salto baixo ou pouco salto, de dois ou cinco centímetros de altura.

 

Falando em conforto, é preciso lembrar que durante a gravidez as mulheres sofrem com a retenção de líquido e com o alargamento das articulações, que deixam os pés muito mais inchados. Nesse período o número do calçado pode aumentar consideravelmente. Então, não estranhe se a sua antiga sapatilha não entrar no seu pé.

 

No dia-a-dia dê prioridade aos sapatos confortáveis, mais largos e que não apertem os pés. Sapatilhas, rasteirinhas, chinelos, tênis e botas de salto baixo são bem apropriados. Em ocasiões que exigem modelos mais sociais, opte por sapatos que fiquem bem presos ao pé e tenham salto baixo e largo, pois dão mais segurança ao andar.

 

Fonte: Guia do Bebê

 

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Sete hábitos da gestante que prejudicam o bebê

 

Obesidade da mãe

 

Não é exagero dos médicos dizer que você precisa estar dentro do índice de massa corpórea (IMC) ideal para engravidar. Mães acima do peso têm muito mais chances de desenvolver problemas na gestação, como o diabetes gestacional. Como consequência, o bebê acaba nascendo maior do que o considerado normal, o que pode causar diversos problemas. “O maior deles é a hipoglicemia: esse bebê está acostumado a produzir um volume maior do que o necessário de insulina, pois na barriga da mãe tinha acesso a uma quantidade maior de carboidratos”, explica o ginecologista Fábio Rosito, especialista em Ginecologia e Obstetrícia do laboratório SalomãoZoppi Diagnósticos. “Isso atrasa o início da amamentação, pois ele precisará de leite especial, ofertado na mamadeira, que é mais fácil de absorver, mas pode causar rejeição ao peito – se esse quadro de baixa de glicose for muito severo, pode trazer consequências como convulsões”, descreve.

 

Para a ginecologista Rosiane Mattar, professora livre docente do departamento de obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e presidente da Comissão de Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), isso pode levar a uma maior chance de síndrome metabólica no futuro dessa criança, problema associado à obesidade, diabetes e outras doenças. Além disso, mudar os hábitos alimentares antes ou durante a gravidez ajuda você a transmitir um exemplo melhor para seu filho.

 

Desnutrição também faz mal!

 

Porém, se comer demais é um problema, comer “de menos” é pior ainda. “Algumas pesquisas demonstram que não apenas a carência de nutrientes pode prejudicar o feto, mas também altas doses de vitaminas e minerais estão relacionadas a alterações durante a vida intrauterina e após o nascimento”, expõe a nutricionista Isabel Jereissati, especialista em nutrição materno-fetal. Normalmente, a mãe sente essa desnutrição antes da criança, podendo ter o ossos fracos se não ingerir a quantidade certa de cálcio para si mesma e a formação do bebê, por exemplo.

Diversos estudos ligam a deficiência de nutrientes a diversos problemas cognitivos. Por exemplo, um estudo publicado em junho de 2013 no jornal científico britânico The Lancetdemonstrou que a redução de iodo na dieta da gestante gerava crianças que tinham resultados piores em exames de QI aos 8 anos de idade. “Provavelmente isso se explica devido ao hipotireoidismo. Sabemos que as crianças que nascem com esse quadro de forma severa tem bastante redução no QI”, contextualiza Rosito.

 

Não cuidar bem dos dentes

 

Quem diria, mas até a forma como você cuida dos seus dentes interfere no desenvolvimento do seu bebê. Um estudo feito na cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo, em 2011, com 327 gestantes, demonstrou que as que apresentavam graves problemas dentários tinham mais chances de ter parto prematuro e bebês abaixo do peso ideal. “Isso ocorre porque as infecções dentárias são causadas por bactérias, e o organismo da gestante e de seu feto é mais sensível a elas, caso elas se espalhem pelo corpo”, explica Rosiane Mattar.

“Para os bebês terem esse tipo de problema é preciso uma infecção extrema, mesmo assim, é importante que a grávida tenha um cuidado especial e não deixe de ir ao dentista”, considera Rosito. “Até porque, é mais comum que as grávidas tenham mais problemas dentários, já que o cálcio que compõe os dentes acaba sendo redirecionado para o bebê em formação no útero”.

 

Uso de analgésicos

 

Medicamentos para reduzir a dor também podem ser bem perigosos na gestação. “Na gravidez tendemos a não indicar quaisquer tipos de medicamentos. No caso dos analgésicos, alguns com efeito anti-inflamatório provocam maior incidência de alterações cardíacas na criança, o ideal é não tomar até as 12 semanas de gestação e depois só se o benefício for imprescindível”, comenta a ginecologista Rosiane. Isso faz com que as melhores opções para esses casos sejam os remédios à base de dipirona e paracetamol. Mas o ideal é, antes de se alto medicar, conversar com seu ginecologista.

 

Situações de estresse

 

Dizem que tudo que a mãe sente, o bebê consegue perceber também. De acordo com uma pesquisa realizada em 2012, divulgada na conferência American Thoracic Society, realizada em Toronto (Canadá), quando a mãe está sob estresse, caem as barreiras maternas para doenças, o que resulta em maior exposição do feto a doenças. Não se sabe ainda quais são as consequências disso para o bebê a longo prazo, apenas que evitar o estresse é uma medida importante. “Não só na gravidez, o estresse é danoso para todas as pessoas quando se torna algo crônico”, lembra Fábio Rosito.

 

Bebida alcoólica

 

Beber e estar grávida são duas situações que não combinam. Isso pode inclusive prejudicar o bebê, quando feito em grandes quantidades. “Existe um problema chamado de síndrome alcoólico fetal, em que o excesso desse nutriente acarreta em uma má formação da face da criança”, conta Rosiane Mattar. O álcool também pode ser metabolizado e atravessar a barreira placentária. Como o fígado do bebê não está preparado para esse tipo de processo, isso acaba prejudicando sua formação, e trazendo mais problemas. Porém, Rosito aponta que o exagero é muito mais nocivo, até porque normalmente mulheres vítimas do alcoolismo também são bem desnutridas, e isso traz diversos malefícios para a criança também.

 

Tabagismo

 

Por último, mais conhecido, mas não menos importante, está o cigarro. Eis um hábito que traz diversos malefícios para a formação do feto. É muito comum que filhos de fumantes nasçam abaixo do peso. “Isso acarreta em um maior risco de complicações perinatais, como infecções, síndromes respiratórias. Essas crianças ficam mais suscetíveis a doenças”, comenta Rosito. A culpa disso é do estreitamento dos vasos sanguíneos ocasionados pelo cigarro, que faz com que menos nutrientes cheguem ao feto. Além disso, vale lembrar que enquanto a mãe fumante escolhe colocar dentro de seu organismo as substâncias nocivas do cigarro, o bebê não tem poder de decisão: quando a mãe fuma, ele automaticamente recebe essas toxinas através do sangue dela.

 

Fonte: Minha Vida (UOL)

 

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