Vacinação Infantil

vacinacao infantil

 

Vacinação Infantil:A Varicela (ou catapora) é causada pelo vírus varicela (vvz)

 

É uma doença de alta contagiosidade (80-90 % dos comunicantes desenvolvem infecção), e usualmente é benigna, levando á febre e lesões vesiculosas espalhadas pelo corpo e pelas mucosas.

 

Eventualmente pode levar à infecção secundárias com crostas purulentas e em crianças ou em adultos imunodificados pode levar a infecção generalizada (sepsis) ou pneumonia.

 

Em gestantes pode haver transfusão para o feto ou o recém nascido.

 

Existe vacina contra a Varicela que em dose única (aos 12 meses) é eficaz para prevenção de formas graves da doença, mas, pelo fato de ter sido observado o desenvolvimento de formas leves com apenas uma dose, atualmente é feito reforço, geralmente entre 15 á 24 meses.

 

Crianças que receberam apenas uma dose e apresentam contato domiciliar ou em creche com indivíduo com a doença devem antecipar a segunda dose, respeitando o intervalo mínimo de um mês entre as doses.

 

A vacina pode ser indicada na profilaxia pós-exposição dentro de cinco dias após contato preferencialmente nas primeiras 72 horas.

 

Durante os surtos ou após contato intimo com o caso de Varicela é possível vacinar os bebês a partir de nove meses de idade.

 

Dra. Marilene S. Momm – CRM 3331
Diretora Técnica – Imunizar Vacinas- www.imunizarvacinas.com.br

 

Fontes: (Sbim – Sociedade Brasileira de Imunizações, SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria)

 

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Lição de casa: como facilitar esse momento

Lição de casa como facilitar esse momento

 

Lição de casa: como facilitar esse momento: Missão número um: encontrar um cantinho sossegado para os deveres.

 

– Convide seu filho para fazer as escolhas com você sobre o local da casa em que será o cantinho de estudo, o tipo de mesa e cadeira e o que ele vai querer ter perto. Assim, ele vai se sentir mais estimulado a usufruir.

 

– Escolha um local arejado e iluminado, que não tenha atrativos auditivos ou sonoros (como TV, rádio, computador, ou que seja próximo à janela da rua movimentada). Tudo é motivo para desviar a atenção.

 

 

– Mantenha o acesso fácil aos materiais de que ele precisa para fazer a lição, sem ter necessidade de ficar buscando coisas pela casa – porque assim ele vai se distrair.

 

 

– É bom que a lição de casa tenha hora certa, para formar o hábito de estudo.

 

 

– Você até pode orientar seu filho caso ele precise, mas não conduza a lição, afinal a tarefa (e o aprendizado) não é sua.

 

 

– A lição de casa é uma maneira eficiente de você acompanhar o aprendizado dele na escola, além de criar um vínculo importante entre vocês a cada novidade.

 

Fonte: Revista Crescer

 

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4 problemas que o salto alto pode causar para a saúde da criança

4 problemas que o salto alto pode causar para a saude da crianca

 

4 problemas que o salto alto pode causar para a saúde da criança.

 

 

Lugar de pé de criança é no chão. Até os 16 anos a menina ainda está em fase de crescimento e só depois o salto está liberado. Antes, os pais podem permitir em uma ocasião especial, mas só após os 13 anos. Veja os males do salto alto:

 

 

– Com os ossos em formação e o corpo crescendo, as crianças estão constantemente aprendendo a se equilibrar. Por isso, é importante pisar com os pés inteiros no chão.

 

 

– O músculo da batata da perna de quem usa salto pode ficar encurtado e gerar dores. Nas crianças, os danos podem ser maiores por ainda estarem em crescimento.

 

 

– Criança pode e deve correr e pular e, com salto, o risco de torcer o pé e se machucar é muito maior.

 

 

– Com o calcanhar mais alto, todo o peso do corpo vai parar nos dedos e na parte frontal dos pés. Comprimidos, os dedos podem doer e incomodar.

 

Fonte: Rene Abdalla, ortopedista e responsável pelo Intituto do Joelho do HCor (SP)

 

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Ministério da Saúde amplia faixa etária da vacina contra HPV

Ministerio da Saude amplia faixa etaria da vacina contra HPV

 

Ministério da Saúde amplia faixa etária da vacina contra HPV: A vacina irá proteger meninas de 9 a 13 anos contra quatro variáveis do vírus. A partir do próximo ano, começa para o grupo de 11 a 13 anos. O Ministério da Saúde está ampliando a faixa etária para a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), usada na prevenção de câncer de colo do útero. Já em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos receberão as duas primeiras doses necessárias à imunização, a dose inicial e a segunda seis meses depois. A terceira dose deverá ser aplicada cinco anos após a primeira.

 

 

Com a adoção do esquema estendido, como é chamado, será possível ampliar a oferta da vacina, a partir de 2015, para as pré-adolescentes entre 9 e 11 anos de idade, sem custo adicional. Assim, quatro faixas etárias serão beneficiadas, possibilitando imunizar a população-alvo (9 a 13 anos). A modificação no esquema vacinal foi anunciada nesta quarta-feira (18) pelo secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante cerimônia de 40 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em Brasília.

 

 

“O esquema vacinal estendido adotado tem duas grandes vantagens. A primeira é que possibilita alcançar a cobertura vacinal de forma rápida com a administração das duas doses. Outro beneficio é que a terceira dose, cinco anos depois, funciona como um reforço, prolongando o efeito protetor contra a doença.” O Ministério da Saúde está investindo R$ 360,7 milhões na aquisição de 12 milhões de doses.

 

 

A inclusão do imunobiológico ao calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) foi anunciada em julho deste ano. Na época, a previsão era de administrar a vacina em pré-adolescentes de 10 e 11 anos, com dose inicial, a segunda um mês depois e terceira seis meses após a inicial. Entretanto, o Ministério da Saúde decidiu adotar o esquema estendido baseado em estudos recentes que comprovam a eficácia desta medida. Além disso, a estratégia segue recomendação da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e foi discutida com especialistas brasileiros que integram o Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Vale ressaltar que o esquema já é utilizado por países como Canadá, México, Colômbia, Chile e Suíça.

 

 

É a primeira vez que a população terá acesso gratuito a uma vacina que protege contra câncer. A meta é vacinar 80% do público-alvo, que atualmente soma 5,2 milhões de pessoas. O vírus HPV é responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero, que apresenta a segunda maior taxa de mortalidade entre os cânceres que atingem as mulheres, atrás apenas do de mama.

 

 

A vacina, que estará disponível a partir de março de 2014 (1ª dose), é a quadrivalente, usada na prevenção contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer. O imunobiológico para prevenção da doença é seguro e tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus.

 

 

As três doses serão aplicadas nas pré-adolescentes com autorização dos pais ou responsáveis. A estratégia de imunização será mista, ocorrendo tanto nas unidades de saúde quanto nas escolas públicas e privadas. A incorporação da vacina complementa as demais ações preventivas do câncer de colo do útero, como a realização rotineira do exame preventivo (Papanicolau) e o uso de camisinha em todas as relações sexuais.

 

 

A inclusão da vacina no SUS foi possível graças ao acordo de parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP), com transferência de tecnologia entre o laboratório internacional Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan, que passará a fabricar o produto no Brasil. A economia estimada na compra da vacina durante o período de transferência de tecnologia é de R$ 154 milhões. Além disso, a produção do imunobiológico contará com investimento de R$ 300 milhões para a construção de uma fábrica de alta tecnologia pelo Instituto Butantan, baseada em engenharia genética.

 

 

SOBRE O HPV – O HPV é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos. Do total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer. Estimativa da Organização Mundial da Saúde aponta que 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. No Brasil, a cada ano, 685 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus.

 

 

Em relação ao câncer de colo do útero, estimativas indicam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. No Brasil, 5.160 mulheres morreram, em 2011, em decorrência deste tipo de câncer. Para 2013, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 17.540 novos casos.

 

 

O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. Em 2012, foram realizados 11 milhões de exames no SUS, o que representou investimento de R$ 72,6 milhões. Do total, 78% foram na faixa etária prioritária. No ano passado, o investimento no atendimento e expansão dos serviços para tratamento de câncer na rede pública de saúde foi de R$ 2,4 bilhões, 26% maior que em 2010.

 

Fonte: Revista Pais&Filhos

 

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Criança Segura lança cartilha sobre segurança em veículos

Crianca Segura lanca cartilha sobre seguranca em veiculos

 

Criança Segura lança cartilha sobre segurança em veículos: Mesmo com a lei da cadeirinha em vigor, nem todos os pais dão a devida importância ao equipamento ou fazem uso correto dos produtos.

 

A ONG Criança Segura lançou esta semana um manual sobre transporte seguro de crianças. O objetivo é orientar pais e profissionais que trabalham com educação de trânsito sobre a importância e a utilização correta dos equipamentos de segurança.

 

Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente duas crianças morreram por dia em 2010 vítimas de colisões de veículos. Segundo estimativas internacionais, o uso correto das cadeirinhas reduziria em até 71% esse número. Apesar de a lei que pune motoristas por transportarem crianças sem os equipamentos adequados estar em vigor, algumas famílias alegam problemas financeiros para a aquisição dos acessórios, ignoram sua importância ou fazem a instalação inadequada, o que compromete a proteção.

 

O guia explica a diferença entre bebê-conforto, cadeira de segurança e assento de elevação e mostra como cada um deles protege a criança em cada fase. Um erro comum dos pais, segundo a Criança Segura, é levar em conta apenas a idade da criança para escolher o dispositivo. Na verdade, é preciso considerar peso e altura para encontrar o modelo adequado. Além disso, o ideal é que os pais testem o produto em seus veículos – as cadeirinhas não servem em todos os carros. Antes de finalizar a compra também devem verificar se o produto possui selo do Inmetro.

 

Selecionamos três mitos sobre segurança em veículos esclarecidos pelo guia. Para saber mais detalhes sobre escolha de modelos, instalação e segurança no trânsito é possível acessar o manual gratuitamente pela internet.

 

Mito: Mesmo que a cadeirinha ou assento de elevação já tenha sido envolvido em um acidente automotor, posso continuar o seu uso enquanto este não apresentar nenhum dano externo.
Fato: Uma cadeirinha ou assento de segurança que já houver passado por um acidente deve ser substituído. A cadeirinha ou assento de segurança pode ter rachaduras internas que anulam sua segurança durante outro acidente.

 

Mito: Só há necessidade de afivelar meu filho na cadeirinha ou no assento de segurança e de usar meu cinto de segurança se eu estiver dirigindo em longas distâncias ou nas estradas.
Fato: Não. 75% dos acidentes ocorrem a 30 km de casa. Somado a isso, 60% dos acidentes ocorrem em vias com limite de velocidade inferior a 70 km/h.

 

Mito: Em um acidente de carro em baixa velocidade, eu posso proteger o meu filho segurando-o junto a meu peito.
Fato: A maioria dos acidentes de carro é inesperada, deixando menos de meio segundo para uma reação. O tempo médio de reação de um adulto é de 3/4 de segundo, o que é muito lento. Mesmo que você possa reagir suficientemente rápido, uma criança que pesa 10 kg, em um acidente a 50 km/h, teria um peso equivalente a 500 kg, ou seja, igual a um filhote de elefante.

 

Fonte: Revista Crescer

 

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7 coisas que você não sabia sobre amamentação

7 coisas que voce nao sabia sobre amamentacao

 

7 coisas que você não sabia sobre amamentação: Antes de perder os quilos extras da gravidez, saiba: na primeira semana, dieta rica em carboidratos ajuda a produzir leite.

 

Conversamos com a enfermeira pediatra Eneida Bittar, mãe das gêmeas Julia e Beatriz e de Daniel, no evento da Philips Avent, que rolou essa semana. Com grande experiência como especialista em aleitamento materno pela Universidade de Los Angeles UCLA, ela nos deu ótimas dicas sobre amamentação. “A mãe precisa de colo nos 10 primeiros dias e saber que os desconfortos são iniciais. Dói mesmo, mas depois passa”, disse.

 

 

1. Depois de controlar sua alimentação durante 9 meses, agora que seu bebê nasceu chegou a hora de alimentar-se pelo menos 7 vezes nas 24h, tomar pelo menos 3 litros de líquido ao dia e repouso sempre que possível. Segundo Eneida Bittar, na primeira semana do bebê, a mãe deve fazer uma dieta de carboidrato. Isso mesmo, muito macarrão. Isso vai ajudar a produzir mais leite. Ela recomenda uma dieta de 2.400 a 2.600 calorias por dia. Certos minerais, como ferro e cálcio, também são importantes para a amamentação, assim como as vitaminas. Continue a tomar durante a amamentação a mesma vitamina que usou durante a gestação.

 

 

2. Você com certeza já ouviu falar de algumas táticas para fortalecer os bicos dos seios para a amamentação, como tomar sol. “Mas não adianta engrossar a pele, é a pega correta que faz a diferença”, explica Eneida. “Não coloque o bebê para mamar nos primeiros dias sem a enfermagem ao lado”, completa.

 

 

3. Não use absorvente descartável no seio nos primeiros dias. Toda mãe, ao amamentar, perde a primeira camada do mamilo. O pad descartável solta fibra de algodão e isso pode causar contaminação. Para não correr o risco, passe pomada de lanolina 100% purificada e use o pad lavável. Troque quando sentir que está molhado.

 

 

4. Se seu bebê é muito sonolento e demora a acordar para mamar, coloque gotinhas de leite na sua boca, mesmo dormindo. “Depois de 24 horas, ele vai começar a acordar com mais facilidade, pois percebe que tem fome”, explica Eneida.

 

 

5. Se seu bico está ferido, o extrator ajuda a melhorar. O truque é passar bastante lanolina antes de usá-lo, para deslizar bem. A bomba elétrica ou manual de boa qualidade deve ser usada com recomendação, antes de ordenhar o leite passe lanolina 100% purificada.

 

 

6. Quando decidir usar a mamadeira, meça o palato (céu da boca) do bebê (uma enfermeira pode te ajudar nisso) para conseguir escolher a mamadeira certa. O bico dela deve ter o mesmo comprimento do palato, assim, o trabalho do bebê para mamar na mamadeira vai ser semelhante ao que ele faz durante a amamentação. Ou seja, vai poder tomar a mamadeira sem desmamar.

 

 

7. Ainda em relação à mamadeira, o bebê deve encostar a ponta do nariz e o queixo na hora de abocanhar, como se estivesse no peito mesmo. Se ficar só no bico, ele não faz força nenhuma. E, aí, é mais provável que ele largue o peito. A média de tempo para tomar uma mamadeira de 30 ml é entre 15 e 20 minutos. Se estiver mais rápido que isso, já sabe: está fácil demais.

 

Fonte: Revista Pais&Filhos

A ciência de ser bom pai

 

A ciência de ser bom pai: Adultos que se lembram da infância com coerência são melhores pais, diz pesquisa.

Você já parou para pensar em como pessoas com pais ruins tendem a ser bons pais? Onde e como aprendem a ser amáveis, responsáveis, a rir, a lutar ou dar conforto depois de seus filhos ralarem o joelho se seus pais nunca o fizeram?

 

 

Por décadas, psicólogos estudam como o estilo de ser pai é transmitido entre gerações. Como imaginávamos, eles descobriram que não existe fórmula. Fatores como os genes e o temperamento, modelos comportamentais e experiência de vida desempenham um papel na educação dos filhos. Porém, uma entrevista de avaliação bem conhecida pelos pesquisadores mostra como isso funciona. É um conjunto de 20 perguntas feitas ao adulto que prevê com 80% de precisão o tipo de relacionamento que ele terá com seu filho. A grande sacada é (apesar de as questões serem sobre histórico familiar) que os resultados não estão preocupados com o que realmente aconteceu com você quando criança. Em vez disso, a entrevista foca em como você conta a história de como as coisas aconteceram. Esta seria a melhor forma de predizer como você será como pai ou mãe.

 

 

Voltando ao assunto, a gente se torna mãe e pai quando nos tornamos um. Nós absorvemos os padrões básicos e o “tom emocional” no primeiro ano de nossa vida. Psicólogos chamam isso de nosso “modelo de trabalho interno” – uma representação mental, em grande parte inconsciente, do mundo social codificado profundamente em nossos cérebros. Nós captamos isso enquanto somos bem pequenos, e isso é uma operação sistemática que usamos nas relações, inclusive com nossos filhos.

 

 

Isso é revelado na pesquisa também. Crianças de famílias que passaram por muitos conflitos tendem a ser pais conflituosos. Pesquisadores viram como o nível de incerteza e caos ou carinho e calor na família de origem de uma pessoa se refletem nas relações com seus filhos mais tarde. Em um estudo anterior, mães foram entrevistadas para descobrir como aceitavam ou rejeitavam seus sentimentos por seus próprios pais, e esses fatores equivaliam a quanto seguras ou ansiosas elas eram com seus filhos.

 

 

Experiências semelhantes, pais diferentes

Mas nós sabemos que a história toda não se resume a isso, já que as pessoas com experiências semelhantes podem ser pais muito diferentes. De uma maneira geral, esse questionário explica como isso acontece. O entrevistado e o entrevistador são adultos e sua conversa é gravada, cuidadosamente transcrita e codificada. O objetivo da pesquisa é ver em qual das categorias o pai se encaixa (independente, preocupado, perdido ou mal resolvido) e o quanto ele acha que se sentirá seguro na relação com o filho em cada fase (bebê, criança, adolescente ou jovem).

 

 

As questões incluem:

 

 

-A que tipo de pai você se sente mais próximo, e por quê?

 

 

-Quando você se chateava quando era criança, o que você fazia?

 

 

-Em geral, como você pensa que suas experiências de vida com seus pais têm afetado sua personalidade (já adulto)?

 

 

-Por que você acha que seus pais se comportavam da maneira com que se comportavam durante sua infância?

 

 

-Se você pudesse fazer três desejos para seu filho para se realizar daqui 20 anos, o que seriam?

 

 

Enquanto a pessoa responde, pesquisadores não só anotam os vários detalhes de sua infância, mas como a pessoa se liga a esses detalhes enquanto está reconstruindo sua memória.

 

 

A chave é a coerência: adultos que se dispõem a falar sobre sua infância (positiva ou negativamente) de uma forma coerente são classificados como “autônomos”. Pessoas com narrativas coerentes contam sua história de infância de uma forma clara, com pensamentos que fluem logicamente.

 

 

Ser coerente: um bom sinal para a ciência de ser bom pai

 

 

Alan Sroufe, um dos principais pesquisadores do desenvolvimento infantil que vem trabalhando com esse teste por muitos anos, explica que uma narrativa coerente é um sinal de que a pessoa vê e entende seu passado (não que ela tenha tido uma boa infância necessariamente).

 

 

Pessoas com narrativas incoerentes, por outro lado, tentem a afastar-se da questão ou se perdem em um detalhado relato de deficiências dos pais – eles são incapazes de organizar uma história. Fugindo, saindo do contexto, não ter muitas lembranças, não estar disposto a compartilhar, ou ainda estar com raiva são todos sinais de incoerência.

 

 

“Ninguém tem pais perfeitos”, diz Scroufe. Quando pessoas descrevem seus pais em termos totalmente positivos, isso sempre significa que eles estão bloqueando um lado da história ou não viram essas “sombras”. Ele explica que a contradição, em reclamações amplas, muitas vezes não traz lembranças coerentes.

 

 

Por que a coerência é necessária para bons pais?

 

 

Os pesquisadores abriram “as mentes” dos entrevistados e analisaram se suas experiências de vida, memórias, pensamentos e sentimentos estavam organizados de forma coerentes e organizada. Aqueles que conseguiram ser coerentes em seus relatos e respostas, tendem a ser mais responsáveis e disponíveis em relação aos próprios filhos, além de ter mais  facilidade em interpretar as necessidades dos pequenos.

 

 

Incoerência pode ser sinal de que o pai possui questões não resolvidas em seu passado que afetam a maneira que veem ou tratam suas crianças. Sroufe dá um exemplo: um pai desatento interpreta como fome quando, na verdade, a criança procura por contato físico. Detalhe: em um estudo, quando mães assistem a um vídeo de seu filho em uma situação perigosa ou desconfortável, aquelas classificadas como ‘desatentas’ eram mais propensas a interpretar o comportamento do seu bebê como negativo ou mimado.

 

 

Pais preocupados, que ainda se sentem magoados com seus pais, se sentem marginalizados e oprimidos pelas perguntas, sentindo dificuldades em ver seu papel e participação nas coisas.

 

 

Como lidar com os “traumas da infância”

 

 

Pais “mal resolvidos” – muitos desses que experimentaram trauma – tornam-se desorientados ou mergulhados em emoções e memórias durante a entrevista. Como pais, eles são mais vulneráveis a se desconectar ou assustar seus próprios filhos.

 

 

É claro que nada disso é uma verdade absoluta, e nem significa que, necessariamente, a infância de alguém vai dizer como esta pessoa será como pai ou mãe. É bom lembrar que pais independentes não tiveram uma infância necessariamente linda com piqueniques e viagens ao campo, mas eles conseguiram, de alguma maneira, entender suas vidas e ver a educação de seus pais de forma clara. Adultos independentes que pensaram sobre sua infância têm consciência sobre seu passado e tocaram suas vidas em frente. Sroufe diz que pessoas que tiveram nos pais modelos de maturidade conseguem com bastante frequência dar o suporte e a segurança para seus companheiros e se tornam pessoas mais independentes ao longo da vida. As pesquisas indicam três coisas que podem ajudar a acabar com esses “traumas” ou dificuldades na infância: pelo menos 6 meses de terapia nessa fase da vida, um outro adulto presente, que seja referência, e um parceiro na idade adulta. A dica é “relações de carinho transformam histórias negativas”.

 

 

Ninguém se torna bom pai se sua vida for uma página em branco. Nem queremos, já que nossas experiências pessoais, peculiaridades, e falhas fazem quem somos. Conhecer nossas vulnerabilidades parece ser a parte mais importante. Admitir seus defeitos e tudo aquilo que você “puxou” de seus pais é, provavelmente, um bom começo. Na verdade, se você estiver lendo este artigo com qualquer quantidade de curiosidade sobre si mesmo como um pai, eu diria que é um bom sinal de que você já está fazendo o melhor por seus pequenos.

 

Fonte: Revista Pais&Filhos

 

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Família é Tudo: Pais estressados geram filhos ansiosos

 

Pais estressados geram filhos ansiosos: Traumas como o 11 de setembro podem ser transmitidos por várias gerações; é o que defendem especialistas em epigenética.

 

Você pode ter ouvido muitas vezes aquela conversa sobre o quanto o ambiente em que as crianças crescem interfere em seu estado psicológico e emocional para o resto da vida. É uma teoria antiga que, agora, mais do que nunca está sendo acreditada – e comprovada – pela ciência. Novas revelações da neurociência confirmam a importância do ambiente para os processos neurocognitivos e emocionais na capacidade de aprender e, mais do que isso, neurocientistas acreditam que muitos distúrbios e dificuldades de aprendizagem vêm de processos emocionais difíceis, comprometendo o que chamam de ‘sinapses de aprendizagem’ ou pontes neuropsicopedagógicas.

 

O papo parece difícil, mas é menos complicado que se imagina: os cientistas defendem e provam como a emoção é quase tudo no processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças. Segundo a educadora especialista em psicopedagogia e neuropsicologia, Adriana Foz, filha de Tolita e Cícero, o desenvolvimento emocional saudável resulta no desenvolvimento completo do ser humano. E isso acontece especialmente nos primeiros anos de vida, até os 10 anos. É durante nossos primeiros anos que formamos nossa grande estrutura emocional, sendo, portanto, bastante importante cuidar dos afetos da criança e do ambiente em que ela cresce, já que isso vai interferir em características futuras: inclusive se ela vai desenvolver dificuldades na hora de aprender ou conviver socialmente.

 

 

Segundo a especialista, muitos dos problemas de infelicidade e insatisfação, por exemplo, são frutos de problemas emocionais passados – da criança que fomos. “E isso não é empírico, é neurocientifico: ou você desenvolve recursos na primeira infância ou fica muito difícil mudar depois. Um dos exemplos simples para entender essa relação é nossa formação da língua materna, que ocorre até os 10 anos. “Depois de 10 anos, não teremos uma outra língua materna. Podemos aprender, mas não a desenvolveremos como nativa. E é assim com quase tudo na vida”, explica Adriana.

 

 

Epigenética: nome difícil, influência complexa

Cognição significa a aquisição de um conhecimento através da percepção, é o conjunto dos processos mentais usados no pensamento e na percepção, também na classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas. Simplificando, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos. Para demonstrar a influência do emocional no aprendizado cognitivo os neurocientistas têm usado as ideias da epigenética.

 

 

Parece complicado. Bom, e de certa forma é mesmo. A epigenética não é um estudo recente, mas vem se tornando importante no cenário científico nos últimos dez anos com novos estudos que dão força às teorias. Estuda-se a influência do ambiente na modificação do nosso DNA e, mais do que isso, os cientistas dessa área defendem que existe uma “herança epigenética”, ou seja, características que passamos aos nossos filhos que foram adquiridas por nós no meio ambiente. Os estudos mais sérios sobre o assunto são realizados nos Estados Unidos: por lá, os cientistas já notaram que crianças nascidas de mulheres que presenciaram o 11 de Setembro demonstram mais chance de desenvolver estresse. E que filhos de fumantes têm maior probabilidade de apresentar obesidade.

 

 

Por isso, todas as nossas experiências e escolhas do nosso dia a dia (como fumar demais ou ser muito estressado no trabalho) podem não só influenciar em nosso estado físico e emocional, como também pode virar uma “herança” para nossos filhos. “Não sou especialista em epigenética, mas eu uso o conhecimento que estes estudiosos pesquisam para corroborar o que quero passar para meu público. Ela começou numa questão ligada à biologia, mas passa por várias áreas hoje. Mas, é importante ressaltar que, quando a gente fala de um ambiente sadio, nós não estamos falando de superproteção: é bom que existam cobranças, estimulações e limites. Um ambiente saudável não é um ambiente permissivo. Se os pais soubessem o quanto mimar prejudica, eles não fariam. Mas se os pais mimam, eles têm um problema neles. A criança não nasce mimada, é o ambiente que promove. As regras, o papo, tudo isso faz parte de mudanças, inclusive genética”, explica Adriana.

 

 

Presente de grego

Um dos estudos mais conhecidos na área da epigenética é o da psiquiatra e professora da Escola de Medicina de Monte Sinai Rachel Yehuda, que abriu uma clínica em Nova York em 1992 para atender sobreviventes do Holocausto. Para a surpresa da médica, ela percebeu que muitos dos filhos das vítimas, nascidos anos depois do fim da Segunda Guerra, também apresentavam sintomas de estresse acima do comum, mesmo não tendo convivido com o sofrimento dos pais.

 

 

Outra pesquisa realizada foi na Universidade de Edimburgo, na Escócia, pelo professor de medicina molecular Jonathan Seckl. Experimentos com ratos mostraram que fêmeas grávidas expostas a hormônios reguladores do estresse geravam filhotes com respostas alteradas a estímulos violentos. Na prática, os filhotes de mães estressadas eram mais ansiosos. Seckl prosseguiu seu trabalho notou que os “netos” das ratas também apresentavam sinais de estresse. Para o pesquisador, a única explicação plausível é a de que os hormônios mexeram com alguns genes e que esse padrão foi transmitido pelo menos até a terceira geração de ratos.

 

 

Hoje, Rachel Yehuda e Jonathan Seckl estudam juntos as grávidas que presenciaram os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Até agora, as crianças nascidas apresentaram um nível de cortisona (hormônio ligado ao estresse) no sangue mais alto do que a média da população. Daqui a alguns anos eles pretendem examinar os filhos dessas crianças e avaliar se o mesmo acontecerá.

 

 

Fonte: Pais&Filhos
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