Empatia e o bebê, nosso baby chegou e agora?

Você se imagina chegando em outro planeta sem conhecer ninguém, nem falar a língua local ou poder tomar decisões por conta própria?

Então vamos imaginar juntos!

Vamos imaginar  um “Ser” que veio de um planeta bem diferente do nosso.

Esse planeta era apertadinho, quentinho, cheio de água, com barulhos e ritmos, com movimentos e sons. Nesse local não era preciso respirar, nem se  alimentar. Tudo vinha naturalmente sem esforço algum.

Mas de repente o planeta ficou pequeno demais e esse “Ser” sentiu que era hora de ir embora, de buscar um outro lugar. Assim iniciou sua jornada e no caminho recebeu ajuda que o empurrou para fora de lá.

E encontrou  um outro planeta, totalmente desconhecido.

Neste começou a sentir  o frio, e outras horas  o calor.  Precisou respirar sozinho e se alimentar. Mas ainda não sabia direito como fazer, se atrapalhando em alguns momentos.  Sentiu pela primeira vez que tinha uma barriga, e às vezes essa doía. E sentiu medo dessa dor e chorou. Não sabia ainda como resolver sozinho aquela entrada e saída de alimento, que nem sempre era fácil de enteder.   Nem conseguia expressar na linguagem local,  o que estava querendo e sentindo.

Queria um pouco de movimento, para sentir novamente aquele embalo do outro planeta, e não ficar estático o tempo todo numa superfície plana e grande. Queria ser aconchegado, sentir a sensação de estar apertadinho de novo. Sentiu falta dos barulhos, do ritmo, do calor, das vozes que ouvia  e sozinho, sentiu pela primeira vez algo parecido com solidão. E chorou  novamente !

entendendo o bebê

Pensando assim parece que foi uma escolha estranha ter saído do outro planeta. Porém aqui surgiu algo que fez a diferença. Encontrou um calor, uma voz, um aconchego, um ritmo em um só lugar. Alguém veio e  cuidou dele, então conheceu a  Mãe.

Ela sabia, mas pensava que não sabia, o que ele  precisava. E aos poucos o “Ser” aprendeu também a se comunicar. E fui crescendo e conseguindo se mexer sozinho e a pedir o que queria. A autonomia veio devagar, mas o amor e carinho foi crescendo a cada dia.

Assim,  que imagino a vinda de um bebê para este mundo. Um ser que não tem como dizer o que quer, precisa aprender a lidar com sua fome, seu sono, suas vontades de movimento, seus medos.  E só tem aos seus pais ( e familiares)  para contar, para entender e interpretar suas necessidades.  Ou seja, depende da empatia de quem o cuida para que seja atendido no que precisa.

Empatia  é a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa. E quando nasce um filho precisamos desenvolver a mesma. Imaginar o que é estar num lugar totalmente diferente do nosso, sem poder fazer nada sem ajuda. Por isso falar em “manha” e “mal acostumado” é totalmente inadequado quando nos referimos a um bebê pequeno, principalmente recém-nascido.  O bebê só tem o choro para se comunicar. Suas necessidades são simples e básicas: conforto e carinho.

Colo não vicia,  colo acolhe!  E para as mães que estão cansadas, o que é natural, espero que outras mães, amigos, companheiros, familiares tenham empatia com ela e venha ajudá-la nessa tarefa linda que é receber um novo ser no mundo.

 

Juliana Sell

Apoio Materno

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