Hora de tirar a fralda do seu bebê

 

Hora de tirar a fralda do seu bebê: Afinal, qual é a idade ideal para o desfralde acontecer?

 

Não há resposta pronta, pois cada criança tem seu ritmo e isso deve ser respeitado. O segredo é só começar o processo quando o bebê realmente tiver capacidade física (controle esfincteriano) para segurar as necessidades. Embora existam crianças que conseguem fazer isso com 1 ano e meio, outras só estarão prontas depois dos 3 anos. Não há motivos para ter pressa, elas adquirem essa capacidade com o tempo. 

Confira alguns sinais de que seu filho pode estar pronto para dar adeus às fraldas:

 

– Ele começa a se incomodar com a fralda suja.

– Passa a avisar que está fazendo xixi na fralda.

 

– Desenvolve consciência corporal e começa a alertar os adultos sobre dores e sensações, 
como a vontade de fazer xixi.

 

– Já não está mais tão excitado por engatinhar, levantar, correr e consegue ficar sentado – 
sinal de que também terá paciência para sentar no penico ou no vaso.

 

 

Passos importantes para o desfralde

– Leve seu filho junto quando você for ao banheiro e deixe-o aprender por imitação.

 

– Na compra do penico, deixe seu filho escolher o modelo e o lugar onde colocá-lo no banheiro.

 

– Compre calcinhas ou cuecas com motivos infantis. Incentive a criança a usá-las sem a fralda.

 

– Crie uma estratégia para a retirada das fraldas. É importante que todos em casa falem a mesma língua nesse momento, assim como na escola.

 

– Ensine o menino a fazer xixi sentado e depois em pé. Nessa fase, ele ainda não tem total controle motor. Primeiro uma coisa, depois a outra.

 

– Ensine a menina a se limpar da forma correta, sempre de frente para trás. 
9. Comemore dando um tchauzinho na descarga, para dar um estímulo moral.

 

Por Revista Crescer

Fontes: Danielle Harari, pediatra; Carolina de Souza e Silva, psicóloga; Camila Reibscheid, pediatra e neonatologista

Cuidado com o que você fala na frente das crianças

 

Cuidado com o que você fala na frente das crianças: Nem tudo deve chegar aos olhos e ouvidos de seus filhos. Veja como poupá-los de assuntos de adultos.

 

É bem provável que na sua época de menina você tivesse que sair da sala quando os mais velhos queriam conversar sobre algo sério ou quando a novela das oito entrava no ar. Atualmente, os pais são mais flexíveis com os pequenos, talvez até em excesso. “Muitos pais acham que têm que ser apenas amigos dos filhos e que isso exige tratamento de igual para igual. Mas, na verdade, eles são modelos. E, como as crianças são um terreno fértil, tudo o que cai nelas pode semear”, diz Rosana Galina, terapeuta familiar. Por isso é tão importante medir as palavras na frente delas. Entenda por quê.

 

 

Onde mora o perigo

 

Segundo a especialista, é preciso cuidado com o que se fala na frente dos filhos e também com o que eles veem na TV ou na internet. Comentar, por exemplo, que a vizinha transa com muitos homens pode ser normal entre adultos, mas não é saudável para os menores. Crianças não têm maturidade para lidar com esse tipo de informação. O mesmo vale para cenas fortes de filmes e novelas. “A exposição ao sexo na infância traz uma sexualização antes da hora e indesejada”, explica. A televisão está cheia, também, de outros temas negativos, como a falta de caráter de personagens de novelas e a violência nua e crua no noticiário. “As crianças absorvem e guardam a informação. Depois, isso aparece no comportamento delas, como por meio de agressividade ou crueldade exageradas”, diz Rosana.

 

 

3 motivos para evitar palavrões em casa

 

1 Se seus pequenos ouvem as pessoas se xingarem, podem pensar que isso é normal e agir do mesmo modo na escola. Quando levarem bronca, não entenderão o motivo. Cuide para que eles não sejam julgados por má educação fora de casa.

 

 

2 Crianças não entendem direito o real significado das palavras chulas e acabam caindo no ridículo ao repetir coisas sem compreendê-las. Evite que seus filhos se exponham ao mundo dessa maneira negativa.

 

 

3 O modelo familiar em que seus filhos crescem servirá de base para a família que construirão no futuro. Talvez, lá na frente, as pessoas com quem eles viverem não aceitem isso, dificultando seus relacionamentos.

 

Por Mde Mulher

 

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Entenda a depressão paterna

 

A depressão paterna: O bebê não é propriedade da mãe. O pai precisa se sentir incluído nessa nova relação.

 

A gravidez planejada, desejada e querida costuma ser um momento auspicioso na relação do casal. Muito festejada, é cercada de preparativos de todo o tipo: o quarto do bebê, as roupinhas, a expectativa para saber o sexo, a escolha do nome… Na maioria das vezes, o centro das atenções é a mãe – o bebê está no seu útero e ela desfila com orgulho a barriga.

 

 

E o pai? Ele também costuma sentir-se eufórico, potente, capaz de fecundar e promover a criação de um novo indivíduo. Fica inundado de uma sentimento de poder, de dar continuidade à linhagem e manter o histórico familiar. Sente-se mais homem e mais valorizado por amigos e parentes. Só que nem sempre são essas as vivências que acontecem do lado paterno. E, da mesma forma como acontece com a mãe, ele também está sujeito à depressão. Sentimentos variados podem conduzir o homem nessa direção.

 

 

É comum que o futuro pai se sinta excluído e rejeitado pela companheira, agora encantada com a gravidez. sente-se enciumado, trava, reage de modo apático ou às vezes mais ríspido nas situações do dia-a-dia e não consegue entrar no clima de prazer do novo momento.

 

 

Certamente a chegada do bebê e a necessidade de cuidados com o novo componente da família implicará uma mão de obra real, exigindo dedicação. Com isso, o pai precisará rever as horas dedicadas ao trabalho e, principalmente, o tempo com os amigos e o seu lazer particular. É um ponto crítico, que gera sentimentos de perda, frustração e grande aborrecimento. Participa das tarefas domésticas com desprazer e até raiva. E, depois, sente-se culpado por perceber que não está cumprindo de modo responsável a sua função.

 

 

Podem surgir preocupações normais, de ordem financeira, por exemplo, que adquirem um caráter desproporcional. Os gastos certamente vão se ampliar (alimentação, cuidados de saúde, roupas, brinquedos), mas poderão não ser bem administrados emocionalmente, gerando sentimentos ameaçadores e de incapacidade.

 

 

Alguns pais, mesmo possuindo recursos suficientes para absorver os custos que virão, sofrem com uma limitação irreal.

 

 

Com vivências dessa ordem, o homem passa a apresentar modificações no comportamento, mostrando-se mais nervoso e impaciente. Fica evidente o seu desprazer na convivência familiar, manifestada por sintomas como perda de apetite e períodos de insônia. O outro apetite que se altera é o sexual, ficando distante e desinteressado. E, para piorar, a tudo isso se agrega a sensação de que está sendo um mau pai e marido.

 

 

A depressão paterna pode interferir no desenvolvimento emocional do bebê, já que a participação do pai é essencial tanto na gestação como depois do nascimento. Sua função continente, minimizando a ansiedade materna, e acolhedora, em relação ao bebê, é fundamental.

 

 

Uma vez identificada a depressão do pai, essa deve ser cuidadosamente atendida. A gestante perspicaz poderá também ajudar o seu companheiro se estiver mais atenta à forma como ele se comporta, criando espaços para dialogar e buscar uma compreensão e acolhimento mais adequados.

 

 

E aí vai uma boa dica para a mãe, que pode prevenir os sentimentos relatados: inclua o pai, desde cedo, em todos os programas relacionados ao bebê, como compra dos móveis para o quarto, das roupinhas, consultas médicas (obstetra e pediatra) e outras. Estas são tarefas do casal – o bebê é dos dois: da mãe e do pai.

 

 

Por Revista Pais&Filhos

 

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4 dicas para a volta às aulas não ser um sofrimento

 

4 toques importantes para entrar sem dramas na rotina das aulas: Adapte a agenda da criança aos novos horários alguns dias antes do início do retorno à escola.

 

1) Uma das maiores dificuldades quando o assunto é rotina é acostumar a criança a mudar seu horário de acordar. Se ela for à escola de manhã, comece a despertá-la em horários próximos aos da aula pelo menos uma semana antes. Aos poucos, ela vai se acostumar. Se for estudar no período vespertino, veja se vai ser preciso alterar o horário do almoço e do banho dela.

 

 

2) Nos dois casos acima, uma boa dica é, uma semana antes, seguir os horários que seu filho terá depois de começarem as aulas, como um treinamento mesmo.

 

 

3) Leve-o para visitar a escola antes do primeiro dia de aula. Mostre onde vai ser a sala de aula e responda às dúvidas que aparecerem: quem é o professor, o que ele faz, quantos colegas têm na sala, para onde ele tem de ir, onde é o banheiro etc.

 

 

4) Estabeleça antes uma rotina para o período em que ele não está na escola: hora das refeições, tempo livre para brincar, o momento da lição de casa, de descansar.

 

 

Se todas as manhãs são sofridas, algo está errado. As perguntas que você deve fazer a si mesma:

 

 

Ele realmente foi dormir no horário certo e teve um sono tranquilo?
O recomendado para crianças em idade escolar é cerca de dez horas de sono – e soneca da tarde não entra na conta.

 

 

A escola é em período integral, ele não está descansando tanto quanto deveria?
Entre em contato com a escola e veja os horários de descanso que a criança tem e como ela está dormindo por lá.

 

 

Meu filho é uma criança vespertina?
Se ele estuda cedo, mas o rendimento é melhor à tarde, matricule neste período, ou vocês vão sofrer todas as manhãs. Procure uma alternativa – e uma solução – em parceria com a escola.

 

 

Por Revista Crescer

 

 

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Você sabe qual o contraceptivo mais indicado depois da gravidez?

 

Entre um filho e outro: Conheça os métodos contraceptivos mais indicados para cada fase da mulher! Você sabe qual o contraceptivo mais indicado depois da gravidez?

 

Nos primeiros dias depois do parto, a última coisa que vem à cabeça da mãe é sexo. Um dos motivos é que, além do cansaço, a prolactina, conhecida como o hormônio do leite, também interfere na libido. Mas, passados os 40 dias de resguardo indicados pelos médicos, período necessário para o útero começar a regredir, é possível que o casal já queira namorar outra vez. “Nos primeiros dois ou três meses após o nascimento do bebê, o mesmo hormônio também inibe a ovulação, o que diminui a fertilidade nas mães que estão amamentando”, explica o obstetra Julio Elito Junior, professor do departamento de obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo. Isso não significa, no entanto, que o casal possa ficar tranquilo em relação aos contraceptivos. Quem é que nunca ouviu falar de uma prima, amiga ou vizinha que engravidou sem querer nesse intervalo?

 

 

Vale lembrar que talvez o método anticoncepcional que você usava antes da gravidez não seja o ideal agora. “As pílulas que contém o hormônio estrogênio, por exemplo, atrapalham a produção e a qualidade do leite e, por isso, não devem ser usadas por quem está amamentando”, diz Elito. Enquanto não chega a hora de ter outro filho, conheça um pouco mais sobre os métodos contraceptivos mais indicados para o pós-parto. Converse com o seu obstetra antes de escolher o seu.

 

 

Pílula anticoncepcional
As dosagens dos hormônios dos anticoncepcionais de hoje estão cada vez mais baixas. No entanto, como já falamos, aquelas que contêm estrogênio só podem ser usadas no fim do aleitamento materno. São usadas via oral por 21 dias, com uma pausa de sete dias entre uma cartela e outra. Já a pílula à base de progestogênio (também chamada de minipílula) é ingerida por 28 dias sem interrupções. Ambas podem melhorar as cólicas e outros sintomas de tensão pré-menstrual. Os preços variam bastante conforme a marca e os níveis hormonais: de R$ 5 a R$ 35.

 

 

DIU (dispositivo intrauterino)
Existem dois modelos de DIU. O primeiro, mais antigo, é feito de cobre e tem duração de até 10 anos. Ele interfere no muco cervical, tornando o útero um ambiente hostil ao espermatozoide, que não sobrevive ali. Não tem hormônios, mas pode aumentar o fluxo menstrual. O custo é de R$ 500 a R$ 1.000. Já o modelo com hormônio libera pequenas doses de progestogênio que inibem o crescimento do endométrio (camada que reveste o útero internamente e que é eliminada todos os meses em forma de menstruação, quando a mulher não engravida). A ação faz com que 40% das mulheres com DIU hormonal parem de menstruar. Além de tornar o ambiente impróprio para gestação, como o colo do útero fica mais espesso, ele também dificulta a passagem dos espermatozoides. Custa entre R$ 1.400 e R$ 1.800.

 

 

Os dois tipos de DIU são mais indicados para mulheres que já tem filhos. “A gestação faz com que o útero aceite melhor um corpo estranho, digamos assim, então, o risco de rejeição é menor em mulheres que são mães”, explica Elito. Ambos têm de ser colocados com anestesia local por um ginecologista.

 

 

Implante
Tem a forma de um pequeno bastão, do tamanho de um fósforo, que é implantado sob a pele. Também libera o progestogênio, que inibe a ovulação. Dura até três anos e tem de ser colocado com anestesia local em um consultório ginecológico. Custa, em média, R$ 800.

 

 

Injeção de progesterona
Tem de ser aplicada a cada três meses. Interrompe a menstruação e pode causar retenção de líquido. Sai em torno de R$ 20 cada injeção.

 

 

Anel vaginal
O anel de plástico que contém hormônios deve ser colocado (pela própria mulher) na vagina e retirado depois de três semanas. Após uma pausa de sete dias, pode ser inserido novamente, recomeçando o ciclo. Custa, em média, R$ 50.

 

 

Adesivo cutâneo
Um adesivo com hormônios é colado na pele e libera o anticoncepcional aos poucos na corrente sanguínea ao longo do mês. Ele tem de ser trocado uma vez por semana, sendo que na última semana do ciclo há uma pausa de sete dias. Sai aproximadamente R$ 60 a caixa com os três adesivos.

 

 

Diafragma e camisinha
Os dois métodos de barreira têm a vantagem de não interferir no organismo. O diafragma funciona como uma espécie de tampão no colo do útero e deve ser colocado antes do ato sexual. Custa aproximadamente R$ 100. Já a camisinha é feita de látex e também deve ser colocada antes da relação sexual. Apesar da versão masculina ser mais popular (R$ 2, em média), também existe a feminina (R$ 8). Outro benefício das duas é a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

 

Por Revista Crescer

 

 

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Enxoval do bebê: 10 dicas para economizar

 

Enxoval do bebê: 10 dicas para economizar: É difícil resistir a tanta coisa fofa, mas, com nossos conselhos, você vai conseguir fazer ótimas escolhas.

 

Assim que descobrir a gravidez, os seus olhos vão ficar muito mais alertas para roupinhas, mamadeiras, berços, enfeites, brinquedos e objetos de decoração. Visitar lojas vai se tornar uma diversão e você vai ter vontade de comprar tudo! É muita coisa linda, delicada, difícil de resistir e para completar as listas de enxoval disponíveis na internet são quilométricas. Calma, vai dar tudo certo. Preparamos 10 dicas para você economizar na compra do enxoval do bebê. Vale o esforço! Confira.

 

 

1. Faça uma poupança . Comece a guardar dinheiro assim que descobrir a gravidez. Essa poupança vai ser importante para que os gastos dos últimos meses não acumulem.

 

 

2. Priorize os itens essenciais. 
Claro que você vai morrer de vontade de comprar tudo que ver pela frente. Mas, para economizar, é melhor focar no indispensável: os móveis. Pesquise preços de berço e cômoda e procure pagar à vista porque ao longo da gravidez outros gastos surgirão. Se não for possível, negocie parcelas sem juros.

 

 

3. Economize nos detalhes. 
Após comprar os móveis, é hora de pensar na decoração – e nos detalhes – do quarto. Para economizar, invista em tintas coloridas e com efeito de textura. Elas garantem um resultado muito legal e são mais baratas do que tecidos e papéis de parede.

 

 

4. Aceite ajuda. 
Os parentes e amigos mais próximos vão querer participar desse momento. Afinal, é uma alegria para todos receber um novo integrante da família. Não tenha vergonha e aceite os presentes que vão chegar com muito carinho.

 

 

5. Aproveite o chá de bebê. 
No sétimo mês, marque o evento e faça uma lista das coisas mais importantes. Quando os presentes chegarem, veja o que não ganhou e aí, sim, comece a comprar o que falta.

 

 

6. Maneire na escolha da lembrancinha. 
Se você perceber que vai se endividar com as lembrancinhas de maternidade, opte por bem-nascidos, que substituem os bem-casados das festas de casamento, ou escolha algo fácil para fazer em casa, como potinhos de brigadeiro de colher.

 

 

7. Faça trocas. Combine com parentes e amigos com filhos pequenos e promova permutas de roupas, acessórios, brinquedos e livros infantis em bom estado.

 

 

8. Invista em tamanhos grandes. 
Essa dica é clássica, mas não custa reforçar. Procure comprar, quando não ficar esquisito, peças um pouco maiores para o seu filho. Essa é uma forma de garantir que eles usem a roupa por mais tempo.

 

 

9. Não pague pela etiqueta. 
Escolher roupas caras por causa da marca é um luxo que só os pais fazem questão. Não caia nessa! Roupa tem que ser feita com um tecido confortável que não provoque alergia. E que sejam bonitas, claro.

 

 

10. Compre culotes com o pé dobrável. 
Assim, mesmo quando as peças começarem a ficar curtas, dá para continuar usando. É só dobrar o pé e colocar uma meia.

 

 

Fonte: UOl MULHER- Hong Yuh Ching, professor de administração da FEI, São Paulo, SP

 

 

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Mochila ideal não pode ter mais do que 10% do peso da criança

 

Mochila ideal não pode ter mais do que 10% do peso da criança:

 

O uso incorreto de mochilas e o peso excessivo do material escolar carregado dentro delas podem gerar dores e posturas erradas. Entretanto, segundo especialistas, não há provas de que o acessório cause problemas de coluna, como escoliose, lordose, cifose e doença de Scheuermann (a famosa corcunda).

 

“Algumas pessoas tentam associar o peso das mochilas com o aparecimento de algum tipo de deformidade, mas isso nunca foi comprovado pela medicina. Seria preciso analisar muitas crianças, por muito tempo, para perceber o aparecimento desse tipo de alteração e por isso é difícil comprovar”, afirma o ortopedista Ivan Dias da Rocha, cirurgião de coluna do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

 

  • Arte/UOL

Mesmo assim, é preciso observar o uso correto, principalmente, se a criança tem propensão a desenvolver algum problema de coluna. “Essas deformidades vertebrais podem ser congênitas e são agravadas em quem não usa a mochila da maneira certa e tem tendência a desenvolvê-las”, diz Eduardo Takimoto, ortopedista pediátrico da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Para saber se a criança está sujeita a problemas de coluna no futuro, é preciso observar se há alguém na família que desenvolveu alguma questão (principalmente pai e mãe) e procurar um ortopedista para fazer uma avaliação aprofundada. “Quanto mais precoce é o diagnóstico, mais sucesso o tratamento terá”, fala Takimoto.

 

Mochila ideal não pode ter mais do que 10% do peso da criança: Ainda vilãs

Livrá-la do peso de ser a causadora de problemas graves de coluna não alivia o estigma de vilã que ela carrega: crianças que usam mochilas de maneira incorreta podem sentir dores e ter suas posturas afetadas.

 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a tendência é que, nos próximos anos, 85% das pessoas do planeta sintam dor nas costas, pelo menos, uma vez na vida. E uma das causas do desconforto, principalmente em crianças, é o uso incorreto e o peso das mochilas.

 

“Associado ao grande grau de sedentarismo das crianças, o mau uso das mochilas gera dores musculares nos ombros, no pescoço, nas costas e nos braços”, diz Daniel Carmago Pimentel, fisiatra intervencionista e diretor do Spine Center do Hospital do Coração, em São Paulo.

 

“Na maioria das vezes, a criança usa a mochila de forma errada e não sente nada. Só que ela pode vir a sentir dores no futuro, quando estiver na adolescência, ou na idade adulta. É raro uma criança sentir dor lombar. Quando isso acontece, é preciso investigar com ajuda de um especialista”, fala o ortopedista do Hospital das Clínicas.

 

Quem pendura a mochila só em um ombro, por exemplo, pode ter dores e ter a postura comprometida. “Se a criança fica torta, curvada para frente ou para o lado, ela pode vir a sentir dor no futuro. Para que isso não ocorra, basta corrigir a má postura, e uma das maneiras é passar a usar a mochila corretamente”, fala Takimoto.

 

Jeito certo

Para que o acessório não comprometa a postura da criança e não provoque dores, é preciso observar seu bom uso. A primeira dica dos três especialistas entrevistados para esta reportagem diz respeito às alças dos ombros.

 

“Tiras estreitas causam compressão no ombro e restringem a circulação do sangue. Isso pode gerar quadros de dor muscular com o passar do tempo. O ideal é usar mochilas com alças largas, acolchoadas. Também é necessário usar as duas alças de ombros da mochila. Pendurando uma só ou as duas em apenas um ombro, você desloca todo o peso para apenas um lado de seu corpo”, diz Pimentel.

 

“Nem pense em usar aqueles modelos que só têm um ombro”, fala Dias da Rocha. “Além de duas alças nos ombros, o modelo ideal é aquele que vem uma alça ajustável na cintura, que prende mais a mochila às costas”, afirma Dias da Rocha.

 

Observar o tamanho da mochila em relação à altura da criança é fundamental. “O ideal é que ela seja um pouco menor do que as costas da criança, que fique três dedos acima da linha da cintura e esteja sempre encostada no corpo”, afirma Pimentel.

 

Por UOL MULHER

 

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Como estimular a fala da criança

 

Como estimular a fala da criança: Pesquisa mostra que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado. Saiba mais:

 

Quando meu filho vai começar a falar? Qualquer pai e mãe se faz essa pergunta e espera ansiosamente pela primeira palavra do bebê. Em média, as crianças começam a balbuciar com 1 ano. Os primeiros sons estão mais para sílabas do que palavras, como “mã” e “pa”. Mas não importa como aconteça, esse momento trará uma emoção enorme.

 

Para que a criança continue desenvolvendo suas habilidades com a fala, é preciso estimulá-la. O jeito mais natural de fazer isso é conversar com os bebês. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade de Chicago (EUA) provou que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado.Por exemplo, o ato de apontar para um livro enquanto se diz “a mamãe vai pegar um livro” facilita a memorização dessa palavra.

 

 

O estudo avaliou 50 bebês entre 14 e 18 meses e gravou vídeos enquanto eles interagiam com os pais. Uma das descobertas foi que o uso da fala associada a um contexto específico (falar “livro” quando se está perto de uma estante) variou muito de um pai para o outro. Os filhos daqueles que falavam mais palavras relacionadas ao contexto ou aos objetos em questão apresentaram um vocabulário mais amplo três anos mais tarde. Segundo os pesquisadores, com pequenos ajustes nas conversas os pais podem dar um estímulo mais eficiente à fala das crianças.

 

 

De acordo com a fonoaudióloga Ana Maria Hernandez, coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Hospital Santa Catarina (SP), falar dentro de um contexto e fazer gestos (como apontar para o objeto) podem favorecer o aprendizado, pois é uma maneira de o adulto apresentar o mundo para a criança. No entanto, a fala também depende de vários outros fatores para se desenvolver. “Ela é uma expressão da linguagem e, como tal, resulta da integração entre diversos sistemas. A criança precisa estar com o sistema neurológico preservado, a parte motora e psicológica também”. Ou seja, até o carinho que você dá para o seu filho pode fazer diferença no desenvolvimento da fala.

 

 

A seguir, listamos algumas dicas que você pode adaptar sem muito trabalho ao seu cotidiano:

 

 

Narre o mundo
O conceito pode parecer estranho, mas na prática é muito simples. Converse com o seu bebê sobre aquilo que o rodeia. Na hora de trocar a fralda, por exemplo, vá nomeando suas ações: “vou limpar seu bumbum, vamos colocar uma fralda limpinha, você vai ficar cheiroso”. Durante um passeio no parque, apresente as árvores, a grama, os passarinhos. Apontar, como explicado na pesquisa, também é um ótimo recurso porque dá forma às palavras. A criança associa o som ao objeto e fica muito mais fácil decorar o nome dele.

 

 

Atenção ao tom de voz
Quando falamos, colocamos sempre uma entonação em nossa voz, que pode significar dor, alegria, tristeza… Não tenha medo de se expressar na frente do seu filho, porque isso vai o ajudar a decodificar as emoções.

 

 

Dê atenção e espaço para o bebê
Passar um tempo se dedicando integralmente à criança é importante para criar um ambiente emocional saudável e também para perceber o que ela tem a dizer, mesmo que não o faça com palavras. Dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos e suas vontades. Ou seja, você não precisa ficar falando sem parar na frente do seu filho achando que assim ele vai começar a falar mais cedo. Dar espaço para o silêncio também é importante – ele também é uma forma de comunicação.

 

 

Cante. Sem medo de desafinar
Além de conversar, cantar pra criança é essencial. A sonorização, a rima e o ato de cantar transformam a fala em brincadeira, e isso comprovadamente ajuda o desenvolvimento da linguagem, do vocabulário e facilita o período de alfabetização. Outro ponto forte das músicas são os refrões porque a repetição prende a atenção das crianças. Permita que seu filho conviva com diferentes sons e melodias. “Muita gente entra naquela discussão de direitos humanos, que ‘atirei o pau no gato’ passa uma mensagem de violência, mas nos primeiros anos para a criança o que importa é a sonoridade”, diz a pedagoga Eliana Santos, diretora pedagógica do Colégio Global (SP).

 

 

Leia histórias e poesias
As histórias, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem. Os poemas, assim como as músicas, têm ritmo e sonoridade bem acentuados. Comece com os textos de rimas diretas e, aos poucos, vá sofisticando. Vale lembrar que a leitura não pode ser mecânica. Coloque emoção e pontue cada frase.

 

 

Explore sinônimos
Quando seu filho perguntar “qual é o nome disso?”, não se contente em dar uma só resposta. Claro que nem todos os sinônimos ela vai memorizar imediatamente, mas no dia a dia procure variar o jeito como você define as coisas. Eliana dá um exemplo divertido que usava em sua própria casa: “Eu falava para lavar as nádegas em vez de bumbum. Aos poucos, a criança vai enriquecendo seu vocabulário.”

 

 

Permita a convivência
Conviver com outras crianças é importante. “Quando uma criança convive com a outra, ela observa muito e repete. Essa troca enriquece sua experiência”, afirma Eliana.

 

 

Criança aprende brincando
É isso mesmo. Nada de transformar o aprendizado da criança em algo mecânico. Se a criança está se divertindo e fazendo determinada atividade com prazer, ela aprende muito mais rápido. A dica aqui é: entre pela porta que ela abre para você. Ou seja, se ela se mostrou interessada por um livro específico, em vez de forçar a leitura de outro, ajude-a a explorá-lo. Se ela está tímida, não a obrigue a ficar no colo de todos os parentes da festa. E nada de desespero: se você prestar um pouquinho de atenção, vai identificar a vontade do seu filho em determinado momento.

 

 

 

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Você trata sua filha como uma princesa?

 

Você trata sua filha como uma princesa? Pesquisa questiona o papel dos contos de fadas para a formação do que é felicidade na cabeça de crianças.

 

Uma princesa é: magra, linda, bondosa, tem cabelos longos e, é claro, tem um príncipe para chamar de seu. Essas respostas foram dadas por crianças de cinco anos à antropóloga Michele Escoura, responsável por uma nova pesquisa publicada pela USP (Universidade de São Paulo) e FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Durante um ano ela estudou a influência das princesas da Disney em crianças e descobriu que as meninas se identificam mais com as personagens clássicas, como Cinderela e Bela Adormecida, as mesmas que ajudam a reforçar estereótipos de feminilidade.

 

 

Em sua pesquisa observacional, feita com 200 crianças na faixa dos cinco anos de três escolas no interior de São Paulo, a antropóloga percebeu que muitas crianças, independentemente da classe social, tinham algum material escolar com temática das princesas, de lápis à mochila, e que isso servia para que elas mesmas se reafirmassem para as pessoas como meninas.

 

 

Uma das metodologias de pesquisa envolveu a exibição de dois filmes da Disney para as crianças: Cinderela, uma princesa mais tradicional que está sempre à espera de alguém para resolver seus problemas, e Mulan, que tem comportamento mais rebelde e pró-ativo. Ao final da exibição, Michele formou uma roda de discussão com as crianças e percebeu que muitas delas não percebiam a Mulan como princesa porque tinha roupas ‘feias’, não usava maquiagem e, principalmente, porque ao final do filme não ficava claro se a personagem havia se casado. “Elas tinham mais identificação com a Cinderela, sabiam de cor todas as falas do filme. Já a Mulan, que era uma princesa chinesa, poucas haviam assistido ao filme. Quando pedi que elas representassem no papel a parte do filme que elas mais gostaram, uma das crianças desenhou a Mulan com cabelos loiros”, conta Michele.

 

 

A problemática estabelecida pela antropóloga é a de que há pouco espaço para aprender a diversidade no dia a dia das crianças e isso começa a se manifestar primeiro dentro de casa. “Quando uma menina nasce tem toda aquela imagem de que ela é delicada, meiga, uma princesinha. Existe um consentimento dos pais em relação a essa ideia, além de uma imposição de mercado que é restritivo: cor de menina é rosa e de menino é azul. Menina gosta das princesas e da Barbie, meninos do Ben 10”, define a pesquisadora.

 

 

Disney em transformação

A primeira princesa oficial da Disney foi a Branca de Neve, lançada em 1937. Na década de 50, surgiram Cinderela e Aurora (Bela Adormecida). Somente nos anos 80 e 90, elas voltaram a aparecer com força, com comportamento um pouco mais rebelde e beleza diferenciada. Fazem parte desse time Bela, a sereia ruiva Ariel e a árabe Jasmine.

 

 

Princesas da Disney; Disney (Foto: Divulgação / Disney)

Foi nessa época também que essas personagens viraram uma franquia da Walt Disney Company, para ajudar a reforçar a marca diante de outros estúdios concorrentes e da tecnologia 3D que começava a aparecer. A partir daí, uma grande variedade de produtos foram lançados no mercado e imediatamente viraram febre entre as meninas.

 

 

Nos anos 2000, ao time original de Princesas, foram acrescentadas as personagens Pocahontas, Mulan, Tiana e Rapunzel. Essas com características menos tradicionais e mais pró-ativas. Tiana, de A Princesa e o Sapo, por exemplo, é negra, trabalha para sustentar a família e detesta casamento. Já Mulan cortou os longos cabelos, vestiu a armadura do pai e partiu para a guerra.

 

 

Apesar da variedade, a antropóloga Michele Escoura observou que as meninas continuam preferindo as personagens que fazem parte do time mais clássico de princesa. Em uma enquete no Facebook da Crescer, a Branca de Neve foi a preferida das filhas de nossas leitoras, com 51% dos votos. O segundo e o terceiro lugar ficou com Cinderela (14%) e Ariel (11%). Já as menos votadas foram as princesas Mulan, Tiana e Jasmine. E esse comportamento não é só no Brasil. Uma pesquisa do site oficial da Disney de Portugal revelou que a Cinderela era a favorita das europeias.

 

 

Mundo cor-de-rosa

Mas qual o problema da sua filha gostar das princesas da Disney? Ter bonecas Barbie? Adorar vestir roupas cor-de-rosa? Nenhum, se os pais tiverem consciência de que é preciso criar crianças mais abertas a enxergar outros referenciais. Michele Escoura discute que filmes, músicas e produtos não podem ser a única fonte de informação sobre o que é ser feliz. “As princesas da Disney carregam consigo um conteúdo que acaba funcionando como uma restrição da ideia do que é ser humano, enquanto mulher. É necessário garantir que a formação das crianças tenha também outros tipos de exemplos. A diversidade existe, e as crianças devem saber que não há apenas uma maneira de ser feliz, bonita e aceita”, conclui a antropóloga.

 

 

brincadeira; escola; amigos; criança (Foto: Shutterstock)

Para a psicóloga infantil Vera Blondina Zimmermann, da Unifesp, tudo começa com os pais e são eles que devem, antes de mais nada, fazer uma reflexão sobre como estão criando seus filhos. “É difícil perceber onde acertamos ou erramos quando estamos educando, mas sempre cabe a reflexão: ‘o que eu quero passar para os meus filhos? Que valores eu gostaria que eles tivessem? Que tipo de mulher ou homem eu quero que eles se tornem?’. É assim que vamos percebendo se o que estamos fazendo vai ao encontro disso ou não”, reflete.

 

 

A não segregação de gênero é muito benéfica, principalmente quando o assunto é brincar. Quando você estimula seu filho a se divertir com vários tipos de brinquedos, dá a ele a chance de desenvolver habilidades que vão ser importantes para o futuro dele, incluindo até a escolha da carreira. Se uma menina se diverte com blocos, ela tem mais chance de conseguir um desempenho melhor se pensar em ser engenheira; se tiver carrinhos, vai desenvolver mais a motricidade e o pensamento espacial e pode ser uma melhor motorista, por exemplo. O menino que brinca com bonecas pode ter mais facilidade para se relacionar com outras pessoas e entender melhor as mulheres. É importante entender que meninos não vão assumir o papel das meninas e vice-versa. Eles vão dividir e isso é muito saudável.

 

 

Com a ajuda da psicóloga Vera Blondina Zimmermann, listamos quatro atitudes dos pais que podem transformar a criança em uma princesa da vida real:

 

 

1) Vestimenta impecável 
Quando o assunto é roupa, dois extremos podem ser prejudiciais: deixar sempre a filha escolher o que vestir e impor determinado estilo à criança. Para o primeiro caso, a dica é moderação. É legal usar vestido ou fantasia, mas é preciso um limite, impostos geralmente de acordo com a ocasião. Já para quem acha que o cabelo precisa estar sempre impecável e a roupa bem arrumada, lembre-se: sua filha é criança e, como tal, precisa brincar, pular, correr, se sujar, bagunçar os cabelos.

 

 

2) Segregação de gênero 
“Isso é coisa de menino”. Perceba se você costuma falar algo parecido ou ressaltar as ações que sua filha consegue ou não fazer. Construir a imagem de que meninos e meninas são duas coisas completamente distintas e que não podem compartilhar as mesmas brincadeiras é reforçar estereótipos.

 

 

3) Dependência 
Frases como “queria parar de trabalhar”, “seu pai é quem paga as contas” ou “queria ser rica e ter muito dinheiro” saem em momentos de muito estresse ou até em tom de brincadeira, mas cuidado, na cabeça da criança isso pode soar como sinônimo de felicidade.

 

 

4) Satisfazer todas as vontades 
É difícil não mimar o seu filho, afinal, não há nada mais reconfortante do que aquele sorriso dele ao abrir um presente seu. Mas dar tudo o que a criança pede ou deixá-la fazer tudo o que deseja são atitudes que parecem inofensivas, mas podem gerar pessoas egoístas e mimadas no futuro. Nunca é fácil falar não ao filho, mas as restrições também o ajudam a crescer como ser humano.

 

 

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